
02/02/2016
O que nos leva a escolher alimentos mais calóricos e gordurosos na hora das compras? A resposta pode estar no bolso. De acordo com a pesquisa coordenada pelo professor Breno de Paula Andrade Cruz, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e realizada em conjunto com Steven Dutt Ross, professor do departamento de Estatística da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), revelou-se que a restrição orçamentária, ou seja, a falta de disponibilidade monetária, está diretamente ligada à alimentação. “Quando dispõem de pouco dinheiro, os consumidores, independentemente da classe social, deixam de priorizar fatores saudáveis e acabam escolhendo produtos hipercalóricos, ou seja, com altas taxas de açúcar, gordura trans, sódio – mas que são mais baratos do que os saudáveis, como legumes, frutas, peixes e carnes magras, por exemplo.”
A obesidade aliada a problemas de saúde, como colesterol alto e diabetes, é consequência de uma alimentação pouco saudável e um dos grandes problemas da atualidade. Por isso, ao assistir a um programa de TV sobre saúde, Cruz teve a ideia de iniciar um estudo sobre o assunto. “Quis investigar quais seriam os principais estímulos para maus hábitos alimentares e como melhorar esse quadro”, explica o coordenador da pesquisa, que recebeu para seu estudo apoio da FAPERJ por meio do Auxílio Instalação.
Para a pesquisa, o administrador realizou, em abril de 2015, um experimento na própria universidade. “Em um espaço que simulava o ambiente de um supermercado, escolhemos, com a ajuda de um nutricionista, 41 produtos semelhantes, nas versões hipo e hipercalórica. Por exemplo, um iogurte normal e outro light para que o consumidor pudesse escolher”, detalha Cruz.
Saiba mais no site da Faperj
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