
02/02/2016
O estacionamento da Universidade do Estado do Rio (Uerj), no Maracanã, na Zona Norte da cidade, virou um lixão a céu aberto. Com o pagamento atrasado desde setembro do ano passado, a empresa Kioto Ambiental, contratada para recolher os sacos de lixo da instituição três vezes por semana, suspendeu o serviço no fim de dezembro. Há 27 dias, os resíduos são despejados em contêineres numa área externa próxima ao teatro da universidade. O acúmulo é tanto que os contêineres transbordaram e o lixo soterrou vagas que deveriam ser ocupadas por carros.
— Além de ser um retrato feio da universidade, é preocupante porque pode atrair ratos, baratas e outros animais transmissores de doenças — critica Maíra Busin, de 26 anos, estudante do curso de pedagogia.
Quem chega à universidade de metrô dá de cara com a montanha de lixo ao cruzar a passarela da estação Maracanã. Vista de perto, a cena é pior: o conteúdo dos sacos varia de livros acadêmicos a restos de comida, passando por equipamentos eletrônicos, pedaços de madeira e até roupas.
O atraso nos pagamentos não afeta só o serviço de coleta de lixo. Os funcionários da limpeza e ascensoristas, contratados pela empresa Construir, também estão sem receber. Até ontem, ainda não havia caído nas contas deles a segunda parcela do 13º salário e do salário integral referente ao último mês do ano.
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