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Frequentes na orla do Rio neste verão, baleias-de-bryde despertam curiosidade

02/02/2016

Uma das musas deste verão no Rio de Janeiro vem do mar. E tem cerca de 15 metros e entre 17 a 20 toneladas. Seu nome? Baleia-de-bryde (Balaenoptera edeni), ou, para os íntimos, simplesmente bryde. Quase que diariamente, a espécie vem visitando a costa fluminense, especialmente as praias da Região Oceânica de Niterói, onde virou sensação entre banhistas e praticantes de esportes como stand up paddle (SUP). O animal também já foi visto circulando na entrada da Baía de Guanabara e na Barra da Tijuca, onde apareceu no sábado. Fotos e vídeos de baleias se espalham pelas redes sociais.
Imagens feitas em Niterói mostram o animal bem próximo da faixa de areia e de casas em Itacoatiara. Ele pode chegar a 50 metros da praia. Nesta segunda-feira, o instrutor de SUP Paulo Oberlander registrou a "dona bryde", como também costuma chamar o mamífero, em Itaipu e Itacoatiara. Morador de Itaipu, desde o começo de dezembro ele tem encontros marcados com a baleia.
Oberlander diz que, pelo borrifo - nuvem de água, lançada pelo processo de respiração pulmonar, que pode chegar a quatro metros de altura, - o animal visto nesta segunda-feira era um dos maiores com os quais já se deparou nesta temporada.
- Muitos dizem que sou abençoado. Na verdade, o que faço é prestar atenção nelas. Saio para remar todo dia querendo encontrar a bryde. Ontem (domingo), ela não veio porque tinha muito barco e jet ski. Mas hoje ela encostou bem perto da praia. A adrenalina é grande - afirma ele, dizendo que viu no dia 30 de dezembro uma baleia passando sob a sua prancha em Itaipuaçu, já em Maricá. - Estava com os equipamentos para registrá-la, mas fiquei sem ação, não conseguia me mexer. Só consegui ficar olhando, vendo passar. Era enorme.
Bióloga marinha e coordenadora da Equipe de Cetáceos do Projeto Ilhas do Rio, Liliane Lodi diz que é normal as baleias-de-bryde - mais comuns no litoral brasileiro entre o Norte de São Paulo e Búzios - se aproximarem da costa nesta época. Mas, no ano passado, foram pouco avistadas, o que aumenta o interesse e a curiosidade em relação a elas neste verão.

Leia a matéria completa em O Globo

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