
04/02/2016
Da janela de seu apartamento na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, Gustavo Leitão acompanha a degradação do casarão do colégio onde estudou. Fechado há três anos após uma briga judicial entre herdeiros, o antigo Colégio Saint Patrick’s é hoje alvo frequente de reclamações de vizinhos preocupados com a proliferação do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chicungunha. Ontem, após uma vistoria da Secretaria municipal de Saúde, foram encontradas larvas em baldes com água parada.
Pela quinta vez, os agentes tiveram que fazer uma entrada compulsória no imóvel, já que o proprietário não entrou em contato para liberar o acesso, mesmo depois de três notificações. Os sinais de abandono são evidentes logo na fachada. As janelas estão sujas, pichadas e quebradas. Dentro do imóvel, uma montanha de lixo se acumula no pátio. Nas salas de aula, ainda há material escolar espalhado pelo chão. No auditório, parte do teto desabou. Vazio, o prédio se tornou abrigo para moradores de rua, de acordo com guardas municipais.
— Teve uma época que o porteiro do meu prédio deixava a luz do play acessa por causa dos morcegos que vinham do colégio — conta Gustavo, revoltado com a situação. — Às 18h, tenho que fechar a janela, se não fica cheio de mosquitos. Não sei se são Aedes aegpty, mas a gente fica com medo. Passamos repelente direto.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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