
18/02/2016
Colônia de pinguins-de-adélia de Cabo Denison diminuiu em 150 mil indivíduos depois que um bloco de gelo do tamanho de Luxemburgo obstruiu o acesso deles ao mar.
A área desolada do Cabo Denison, no leste da Antártida, é o lar de uma colônia de dezenas de milhares de pinguins da espécie pinguim-de-adélia. Eles sempre viveram próximos ao mar, em um ambiente ideal para buscarem alimentos e se reproduzir. Ventos constantes empurravam pedaços flutuantes de gelo para alto mar, o que garantia espaços livres onde os pinguins podiam mergulhar em busca de comida.
Mas essa situação mudou radicalmente com a chegada de um iceberg do tamanho de Luxemburgo. A imensa montanha de gelo, batizada de B09B, chegou à colônia de pinguins no Cabo Denison, na baía Commonwealth, no final de 2010. Desde então, ela tem prensado o gelo flutuante contra a costa, obstruindo o acesso dos pinguins ao mar, onde buscavam alimentos como o krill.
Com imagens de satélite, pesquisadores da Austrália e da Nova Zelândia descobriram que os pinguins estão percorrendo 60 quilômetros sobre o gelo em busca de comida. Trata-se de um trajeto longo para eles, e a situação tem um impacto devastador na população.
Conforme artigo publicado na revista Antarctic Science, a população de pinguins no Cabo Denison caiu de 160 mil para apenas 10 mil desde 2011. Os cientistas alertaram que eles podem desaparecer do local em 20 anos se algo não mudar? em outras palavras, se o iceberg de 100 quilômetros quadrados não se deslocar ou a camada de gelo não se romper.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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