UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Casos de sífilis em recém-nascidos triplicam no país

23/02/2016

Uma doença tão silenciosa quanto perigosa se espalha pelo país, preocupando médicos e autoridades que tentam superar a escassez do antibiótico mais usado no seu tratamento. Um relatório interno assinado pelo diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, detalha a escalada dos casos de sífilis em gestantes e em recém-nascidos desde 2008, prevendo um recrudescimento do problema em 2016. No documento, Mesquita recomenda a “aquisição urgente” de penicilina cristalina. Usado para tratar bebês que foram infectados no útero materno, o medicamento está em falta no Brasil.
Considerada uma doença silenciosa por não apresentar sintomas graves em seus estágios iniciais, a sífilis pode levar a problemas cardíacos, meningite e até à loucura. Se contraída por mulheres grávidas, a bactéria Treponema pallidum, responsável pela sífilis, pode causar nos bebês malformações (como a microcefalia), cegueira e deficiência mental. Os casos mais graves levam à morte. Daí a importância de exames pré-natais para detectar a doença em sua fase primária, impedindo o contágio da mãe para o filho. O tempo de exposição à bactéria é determinante.
Datada do último dia 1º de fevereiro, a nota do Ministério da Saúde reúne estatísticas para expor o avanço da sífilis em gestantes e da doença em recém-nascidos, chamada de sífilis congênita. Em 2008, o número de grávidas infectadas não chegou a 10 mil. Já em 2013, houve 21.382 ocorrências (7,4 casos para cada mil nascidos vivos).
No ano seguinte, informa o documento, “dados preliminares” dão conta de 28.226 diagnósticos, ou aproximadamente 9,7 para cada mil nascidos vivos. “Vale ressaltar que, apesar dos esforços (...), observa-se subnotificação perto de 50% dos casos estimados”, alerta o texto.
O avanço da doença em recém-nascidos também assusta. Em 2008, foram pouco mais de cinco mil registros em bebês com menos de 1 ano de idade. Em 2013, foram 13.704 mil casos (4,7 para cada mil nascidos vivos), e, no ano seguinte, houve 16.266 ocorrências (5,6 para cada mil nascidos vivos). É um crescimento de mais de mais de três vezes em seis anos. Segundo a nota informativa, a previsão é de mais de 22 mil novos casos de sífilis congênita em 2016.

Leia mais em O Globo

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...