
01/03/2016
A maioria das pessoas que sobrevivem a uma infecção por ebola terá problemas de saúde de longa duração, dizem médicos do US National Institutes of Health. Seus estudos sobre sobreviventes na Libéria mostraram que um grande número havia desenvolvido fraqueza, perda de memória e sintomas depressivos nos seis meses após a alta hospitalar de uma unidade de ebola.
Outros pacientes tornaram-se “ativamente suicidas” ou continuam a ter alucinações, diz a “BBC”.
Mais de 17.000 pessoas na África Ocidental sobreviveram à infecção por ebola.
A prova, a ser apresentada na reunião anual da Academia de Neurologia, é uma visão antecipada de um estudo muito maior de problemas de saúde a longo prazo identificados após o ebola.
A análise inicial, em 82 sobreviventes, mostrou que a maioria tinha tido problemas neurológicos graves durante a infecção, incluindo meningite, alucinações ou coma. Seis meses mais tarde, novos problemas de longo prazo tinham se desenvolvido. Cerca de dois terços tinham fraqueza do corpo, enquanto dores de cabeça regulares, sintomas depressivos e perda de memória foram encontrados em metade dos pacientes.
Dois deles estavam com fortes tendências suicidas no momento da avaliação.
“Foi muito marcante, esta é uma população jovem de pacientes, e nós não esperaríamos ter visto esses tipos de problemas. Quando as pessoas tinham perda de memória, isso tendia a afetar sua vida diária, com alguma sensação de que não poderiam voltar para a escola ou para empregos normais, e alguns tinham problemas de sono terríveis.
O ebola não foi embora para essas pessoas”, disse às “BBC” a Dra. Lauren Bowen, do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame.
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