
01/03/2016
A empresa Johnson & Johnson foi condenada por um tribunal do Estado do Missouri, nos EUA, a pagar uma indenização de US$ 72 milhões à família de uma mulher que teve sua morte por câncer de ovário ligada ao fato de ela ter usado, por mais de 35 anos, os talcos Baby Powder e Showder and Showder, ambos pertencentes à companhia.
O veredito foi anunciado na noite de segunda-feira, e os jurados decidiram que parentes da americana Jacqueline Fox deve receber da empresa US$ 10 milhões por danos reais e US$ 62 milhões por danos punitivos, de acordo com os advogados da família e os registros do tribunal.
A Johnson & Johnson enfrenta alegações de que, guiada por um esforço para impulsionar as vendas, acabou falhando durante décadas em alertar os consumidores de que seus produtos à base de talco podem causar câncer. Cerca de mil casos foram arquivados no tribunal do Estado de Missouri, e outros 200 em Nova Jersey. Esta é a primeira vez que uma empresa é condenada a pagar indenização por conta de um desses casos.
Moradora do Alabama, Jacqueline Fox morreu em outubro de 2015, aos 62 anos de idade. Ela havia usado talcos da Johnson & Johnson por mais de 35 anos antes de ser diagnosticada com câncer, três anos atrás. Os membros do juri que decidiu o caso alegaram que a companhia cometeu fraude, negligência e conspiração. O julgamento durou três semanas.
Advogado da família Fox, Jere Beasley afirmou, durante uma teleconferância com jornalistas, que a Johnson & Johnson "sabia do risco já na década de 1980" e ainda recorreu a "mentir ao público, mentir para as agências reguladoras".
Já a porta-voz da organização, Carol Goodrich, disse que não há provas de que os produtos possam causar algum tipo de câncer.
Leia a matéria completa em O Globo
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