
03/03/2016
Solos modificados pela ação do homem, que, há milhares de anos, vem manejando resíduos orgânicos ou minerais, se revelaram terras extremamente férteis. Em diferentes regiões do planeta, eles fascinam os cientistas que buscam entender como se formaram e possíveis maneiras de replicá-los. O uso de resíduos orgânicos para a produção de fertilizantes é uma proposta inovadora, que pode transformar um problema ambiental em uma solução agronômica.
Para trocar experiências sobre esse assunto, entre 29 de fevereiro e 4 de março, pesquisadores brasileiros e alemães se encontrarão na Embrapa Solos (Rua Jardim Botânico, 1024), no Rio de Janeiro.
Esses solos podem estar distantes, como as terras pretas europeias ou os solos criados pelos astecas no México, as chinampas. Ou podem estar mais próximos, como as terras pretas de índio, na Amazônia, e os sambaquis da Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A histórica Fazenda Campos Novos, por exemplo, pode se tornar a principal área de estudo de projeto que unirá estudiosos da Embrapa, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dos alemães da Universidade de Oldenburg e do Instituto Leibniz para Engenharia Agrícola. O grupo vai estudar os sambaquis que têm horizontes antrópicos muito férteis, de origem não definida. "Nosso desafio é tentar entender os mecanismos de formação desses horizontes e procurar reproduzi-los", revela o pesquisador da Embrapa Solos, Wenceslau Teixeira, um dos organizadores do encontro.
A matéria na íntegra pode ser lida no site da Faperj
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