
02/03/2016
A maioria dos estudos climáticos prevê o que pode acontecer se a temperatura global subir 2° Celsius em relação à época pré-industrial, mas são grandes as chances de o planeta experimentar um aquecimento acima desse limite antes de 2100. As consequências seriam trágicas. No Basil, há risco de 30% de a temperatura subir mais de 4° Celsius ainda neste século, o que levaria a perdas nas áreas determinadas para o cultivo de produtos como feijão, arroz, milho e soja.
Para a saúde, o impacto não seria menos desastroso, aumentando os índices de mortalidade por doenças cardíacas e criando condições muito mais favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chicungunha.
Os dados fazem parte do estudo Riscos de Mudanças Climáticas no Brasil e Limites à Adaptação, apresentado nesta quarta-feira pelo Centro de Monitoramento de Alerta de Desastres Naturais (Cemadem) do Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com a Embaixada Britânica no Brasil. O coordenador da pesquisa, Carlos Nobre, que é climatologista e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), afirma que o cenário desenhado, de 4ºC ou mais até 2100, é algo factível, embora seja pouco estudado:
- Trinta por cento não é uma probabilidade pequena. E, mesmo se fosse pequena, temos que considerar, pois os impactos podem ser muito grandes.
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