
10/03/2016
A porcentagem recorde de mulheres usando contraceptivos atualmente pode reduzir o crescimento da população mundial em 1 bilhão de pessoas nos próximos 15 anos, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a entidade, principalmente nos países em desenvolvimento o número de mulheres adotando métodos de planejamento familiar cresce rapidamente desde 2000.
Para se ter uma ideia, em 1970, apenas 46% das mulheres de 15 a 49 anos casadas ou vivendo com um parceiro usavam formas de evitar a gravidez. Hoje, elas são 64%. Mesmo na África, onde ainda há restrições de acesso a contraceptivos modernos, a previsão da ONU é de avanço do uso desse tipo de medicamento. No Continente Negro, o uso de métodos contraceptivos saltou de 8,2% para 33,4% entre 1970 e 2015.
Na Ásia, a adoção do planejamento familiar saltou de 28,4% para 67,8%. Na América Latina e no Caribe, foi de 35,8% para 72,7%. Na América do Norte, de 64,5% para 74,8%. A Europa e a Oceania, que já tinham alta porcentagem de mulheres usando formas de evitar a gravidez em 1970, foram as regiões com menor crescimento nesse hábito. De 64,2% para 69,2% no Velho Mundo e de 57,1% para 59,4% no continente localizado entre os oceanos Índico e Pacífico.
"As projeções da ONU de crescimento da população já dão uma ideia do impacto que o acesso maior a planejamento familiar pode ter no mundo. Se em 2030 a média de tamanho das famílias for apenas um filho a menos, então a população mundial terá 8 bilhões de pessoas, em vez de 9 bilhões", afirma Jagdish Upadhyay, um dos diretores do Fundo de População da ONU.
Segundo ele, há evidências dando conta de que as mulheres que têm acesso decidem adotar um planejamento familiar, resultando em famílias menores, com mais avanços educacionais, crianças mais saudáveis e ganhos financeiros.
A matéria completa pode ser lida em Jornal da Ciência
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