
15/03/2016
Quem pensa na contaminação causada pelo rompimento de uma represa da Samarco, em Minas, imagina que este tipo de problema seja de fácil constatação, mas não é sempre assim. Publicado pela primeira vez em 2013, um relatório do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) tem buscado cadastrar as áreas do Rio de Janeiro contaminadas por poluentes químicos. Na primeira edição, foram listadas 168 áreas. No ano passado, foram 328, sendo 21 na Barra.
Os danos ao meio ambiente não são fáceis de mensurar. Por segurança, em cada uma destas áreas fica proibido o consumo de água subterrânea, pois o lençol freático pode ter sido atingido. A contaminação pode ser por derivados de petróleo, metais ou organoclorados, substâncias que podem permanecer por anos na água ou se acumular no organismo, prejudicando seres vivos.
Das 21 áreas na região da Barra, 19 são postos de gasolina ou de serviço, alguns desativados há anos e outros em operação. A razão para o problema está em um erro histórico no Brasil, explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Corrosão, Laerce Nunes. No passado, os postos de gasolina tinham pisos permeáveis, de paralelepípedos ou terra batida. A intenção era que o combustível derramado fosse rapidamente absorvido pelo solo, de forma a reduzir o risco de explosão. O Inea destaca que isso mudou. "Atualmente, o conceito é de proteger ao máximo essas áreas”, explicou, em nota enviada ao GLOBO-Barra.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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