
22/03/2016
A cena é triste, mas um tanto comum: centenas de tainhas, robalos, carapebas e savelhas boiam mortos na beira da Praia Linda, na Lagoa de Araruama, em São Pedro da Aldeia. Pela segunda vez neste ano, houve mortandade de peixes.
Para o presidente da ONG Viva Lagoa, Arnaldo Villa Nova, desta vez a hipótese mais provável é a combinação entre o despejo de esgoto e a proliferação excessiva de algas que consomem oxigênio da água subitamente. Segundo o ambientalista, esses fatores, somados ao assoreamento da lagoa e à dificuldade da troca de água com o mar, agravam a situação:
— Na quarta e na quinta-feira, que foram os dias críticos, fizemos medições e detectamos que, em Iguaba, o oxigênio estava entre 1.0 e 1.8 miligramas por ml, enquanto o normal seria entre 6 e 9 miligramas por ml. Até 4 miligramas de oxigênio por ml, os peixes ainda vivem. Abaixo disso, compromete a vida marinha — afirma o presidente da ONG Viva Lagoa.
Biólogo e vereador, Leandro Coutinho (PMDB) afirma que casos de mortandade são recorrentes e reforça a necessidade de obras de dragagem para melhorar a circulação de água.
— Teve muita chuva nos últimos meses. E, como o tratamento de esgoto é feito em tempo seco, caiu muito esgoto na lagoa. Os níveis de oxigênio foram lá embaixo. Obras de dragagem podem ajudar a reduzir esses casos — diz Coutinho.
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