
24/03/2016
O desperdício, o uso indiscriminado de águas subterrâneas por poços tubulares, o descarte incorreto de resíduos em igarapés e nascentes dentro da área urbana, além do desmatamento, mudanças climáticas e regulamentação das leis ambientais, são algumas das dificuldades enfrentadas para gestão das águas no Amazonas, segundo o Secretário de Estado de Meio Ambiente, Antônio Ademir Stroski.
Em Manaus, a rede de distribuição de água tem o maior desperdício das capitais brasileiras - quase 75% do que é capitado e tratado. O Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), contudo, traz um número menor, mas igualmente alarmante: 47,7% da produção é perdida antes de chegar nas residências.
“A taxa de desperdício é alarmante devido à perda no próprio sistema, mas também por haver muitas ligações clandestinas. Nosso consumo per capita é alto, são quase 170 litros por pessoa ao dia, sendo a média nacional de pouco acima de 160 litros por pessoa”, destaca. Evitar lavar o carro e calçadas com água de poços, além de banhos demorados são medidas apontadas por Stroski para evitar o desperdício.
Outra questão levada em consideração pela pasta refere-se à qualidade das águas de superfície dentro do perímetro urbano, os igarapés e nascentes. “Ainda é um desafio fazer com que as pessoas não descartem resíduos sólidos nem esgotamento sanitário direto nessas áreas, a carga orgânica nos igarapés contaminados tem taxa zero, o que indica que a poluição é grande. Outros contaminantes que acabam chegando nesses recursos são os metais pesados”, explica o secretário. Para recompor a vegetação e preservar as nascentes foram criadas as Áreas de Proteção Permanentes (APP).
Para Antônio Stroski, o cenário dos poços tubulares na cidade é preocupante e a demanda na outorga da água se tornou relevante. “Através de estudos, nós temos reunido informações sobre o rebaixamento do nível do lençol freático das águas subterrâneas por conta da grande vazão e exploração indiscriminada dessas águas, que tem que ser paga”, afirma.
Leia a matéria na íntegra em A Crítica
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