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Prefeitura realiza demolições em área de proteção ambiental da Taquara

12/01/2017

Na primeira operação da nova administração municipal para conter os loteamentos irregulares, o secretário municipal de Conservação e Meio Ambiente, Rubens Teixeira, comandou nesta segunda-feira o trabalho de demolição do início das fundações numa área ambiental, de amortecimento do Maciço da Pedra Branca, na Taquara, em Jacarepaguá. Depois de ser limpo e cercado, o local receberá cem mil mudas de plantas nativas da Mata Atlântica.
— Conseguimos pegar bem no início, antes de começarem a construir as casas. Mas já tinham desmatado e pretendiam construir clandestinamente — diz o secretário. — Vamos aguardar a conclusão do inquérito policial. Quando ficar constatado quem é o dono da área, ele será multado pelo desmatamento ilegal e mandaremos a conta pelo replantio.
Segundo técnicos da secretaria, a área tem cerca de quatro mil metros quadrados. Fica nos lotes 43 e 44 da Estrada do Curumaú. Não havia ninguém no local na hora da operação da prefeitura, que contou com o apoio de cerca de 50 guardas municipais e fiscais.
Denúncia feita pelo “RJ-TV” na semana passada mostrou que o lugar — próximo a uma delegacia e um batalhão da PM — tinha sido invadido e desmatado. A reportagem citou ainda outro terreno no Itanhangá, onde as árvores já tinham sido substituídas por muros e casas em construção. De acordo com a denúncia, a polícia, que instaurou inquérito, suspeita da participação de milicianos nos crimes contra o meio ambiente.
No último dia 5, policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), coordenados pelo delegado titular Roberto Gomes Nunes, prenderam Rafael de Souza Dalmas, de 26 anos, e José Luiz Pereira da Cruz, de 34, durante a operação “Terra Prometida”, realizada na Zona Oeste, visando a reprimir crimes ambientais e desmembramento de solo.
A polícia aponta Rafael como o responsável por um dos loteamentos irregulares no Itanhangá e pela veiculação (através de prospectos, cavaletes e placa) da venda irregular de lotes. José Luiz seria o responsável por tomar conta de um dos terrenos. As investigações continuam e serão ouvidas as pessoas que adquiriram lotes, aquelas que construíram e quem trabalhou nesses empreendimentos irregulares.
Roberto Nunes alerta quem adquire esse lotes, de que também estão incursos na lei de crime ambiental. Isso porque constroem sem as devidas autorizações dos órgãos públicos, estando conscientes de que se trata de um loteamento irregular.

Fonte: O Globo

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