UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Cientistas americanos criam ´Aedes´ resistente ao vírus da dengue

17/01/2017

Uma nova técnica com potencial para frear a disseminação de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti foi divulgada ontem por pesquisadores americanos. Cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins criaram mosquitos geneticamente modificados que se valem de seu próprio sistema imunológico para combater o vírus da dengue. Graças a uma alteração feita em laboratório, o organismo do inseto aumentou a produção de fatores antivirais, bloqueando a contaminação pelo vírus da dengue. Se não for infectado, o mosquito também não transmite a doença ao picar um ser humano.
Os testes não funcionaram para os vírus da zika e da chicungunha, também transmitidas pelo Aedes, mas os pesquisadores acreditam que a técnica ainda pode ser aprimorada para trazer resistência também contra esses outros tipos de arboviroses.
O Aedes se infecta com o vírus da dengue quando suga o sangue de uma pessoa que está com a doença. Desta forma, pode transmitir o vírus quando picar outros indivíduos. O estudo, publicado pelo periódico científico “Plos One”, mostra que esse mosquito produz antivirais contra a dengue naturalmente, mas em um nível tão baixo que não são capazes de eliminar o vírus. O que a nova técnica faz, de forma inédita, é estimular essa habilidade natural a partir da interferência em determinados genes que atuam sobre a área de gordura do inseto, o que seria o mais próximo de um fígado em um ser humano.
Depois dessa alteração, foi observado que a maioria dos mosquitos eliminou completamente o vírus, e que os poucos insetos que ainda se mantinham infectados registraram um nível viral baixo nas glândulas salivares, que é a via pelas quais o inseto transmite doenças.
— Se substituir uma população natural de mosquitos transmissores de dengue por organismos geneticamente modificados que sejam resistentes ao vírus, pode parar a transmissão. Este é um primeiro passo rumo a esse objetivo — diz o principal autor do estudo, o professor George Dimopoulos, do Departamento de Microbiologia e Imunologia Molecular da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.
Agora, a equipe pretende testar mudanças genéticas na parte do mosquito que equivaleria ao intestino. Eles acham que é possível turbinar a produção de fatores antivirais também nesse órgão, tornando mais forte a resposta imunológica. Uma das apostas é de que isso possa impedir a infecção pelos vírus que causam zika e chicungunha.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño

24/09/2026

Um manto colorido e incomum de flores cobre o deserto do Atacama, um dos lugares mais áridos da Terr...

Pesquisadores usam fezes humanas para criar concreto mais resistente

24/09/2026

O concreto é um dos grandes vilões do aquecimento global: o setor da construção é responsável pela e...

Super El Niño pode matar mais de 450 mil pessoas ao redor do mundo, dizem cientistas, e o Brasil será quinto país mais atingido

24/09/2026

Cientistas de universidades americanas especialistas em clima dizem que mais de 450 mil pessoas pode...

Adoção de energia renovável precisa dobrar para atingir meta de 2030, diz relatório

24/09/2026

A implantação global de energias renováveis precisa mais que dobrar para atingir a meta climática es...