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Temperaturas de 2016 batem recorde histórico, diz agência americana

19/01/2017

As temperaturas mundiais bateram recorde pelo terceiro ano consecutivo em 2016, aproximando-se da marca que culminaria da perda total de administração de eventos extremos como ondas de calores na Índia e o derretimento de geleiras no Ártico. Os dados foram divulgados esta manhã pela Agência Oceânica e Atmosférica dos EUA (Noaa), dois dias antes da posse do presidente eleito Donald Trump, que em diversas ocasiões contestou a existência do aquecimento global.
Segundo a agência, a temperatura da superfície terrestre foi, no ano passado, 0,94 grau Celsius acima da média do século XX, de 13,9 graus Celsius, e 0,04 grau Celsius maior do que 2015, que era, até então, o ano mais quente desde o início dos registros históricos, em 1880. Os recordes de temperatura foram superados em seis meses consecutivos.
Um dos responsáveis pela quebra do recorde histórico no ano passado foi a presença do fenômeno El Niño, que aumentou a temperatura das águas do Oceano Pacífico. O aquecimento global provocado pela ação humana, porém, também exerceu um papel fundamental para este recorde.
Esta foi a terceira vez consecutiva que houve uma quebra de recorde da temperatura global. 2014 havia sido o ano mais quente desde o início dos registros históricos, até a marca ter sido batida por 2015, e, agora, por 2016. Com o fim do El Niño, é improvável que 2017 siga a trajetória ascendente, mesmo com o aumento da emissão de gases de efeito estufa por países desenvolvidos e emergentes.
— Não esperamos que os recordes sejam batidos todos os anos, mas existe uma a tendência de aquecimento a longo prazo — alerta Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa, que já havia realizado uma análise semelhante.

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