
31/01/2017
Em abril do ano passado, o anúncio da existência de um recife de corais de cerca de mil quilômetros de extensão na foz do rio Amazonas surpreendeu a comunidade científica internacional. Nove meses depois, a ONG Greenpeace inicia uma campanha para livrar a área da iminente atividade petroleira.
O coral se estende do Maranhão ao Amapá, com área total de 9.500 km², equivalente a seis cidades de São Paulo. A partir desta terça-feira (24), ambientalistas e pesquisadores partem de Macapá (AP) para uma expedição de 16 dias na foz do Amazonas a bordo do seu maior navio, o Esperanza, que comporta 40 pessoas.
Equipada com um submarino com dois lugares, o objetivo principal da expedição será produzir as primeiras imagens dos corais amazônicos, que, a uma profundidade média de 100 metros, mudaram o paradigma desse tipo de ecossistema por serem os primeiros do mundo encontrados em águas de pouca luminosidade e na desembocadura de um rio.
Em paralelo à expedição, a ONG está fazendo uma petição para que três petroleiras –a francesa Total, a brasileira Queiroz Galvão e a britânica British Petroleum (BP)– desistam dos blocos de prospecção na foz do Amazonas. Somadas, as empresas desembolsaram R$ 346,5 milhões pelas concessões.
A matéria pode ser lida na Folha de S. Paulo
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