
23/02/2017
Com a água se tornando a cada dia um bem mais precioso, e cada vez mais escasso, encontrar maneiras de economizar e racionalizar seu uso é imprescindível. Não foi por acaso que, na busca por soluções, a arquiteta Marta Joffily de Alencar, da MJA Interiores Arquitetura e Urbanismo Ltda, tenha pensado na descarga do vaso sanitário. Afinal, a cada uso, uma média de 5 a 15 litros de água descem esgoto abaixo. O que equivale dizer que, em apenas uma pessoa gastou algo em torno de 40 litros. Fazendo as contas, são mais de mil litros por ano de água limpa e tratada, que poderia ter diversos outros usos. Motivo para que ela procurasse uma outra alternativa. Contemplada no programa Apoio ao Desenvolvimento de Modelos de Inovação Tecnológica e Social, da FAPERJ, ela desenvolve o protótipo de um vaso sanitário que prescinda de água. Isso mesmo. Em lugar do precioso líquido, usa uma fonte de UHF – sigla em inglês para Ultra High Frequency – semelhante ao micro-ondas, para desidratar e transformar os dejetos em pó estéril. Os testes realizados até agora em laboratório têm sido bem-sucedidos.
Arquiteta, que durante muito tempo trabalhou com planejamento urbano e habitação popular, Marta partiu de sua própria experiência profissional nessa área. “Planejar habitações populares é também lidar e buscar soluções para problemas de sane-amento. Foi assim que chegamos ao vaso sanitário sem consumo de água, o Vassa, sigla pela qual o estamos chamando”, fala.
Mas como funcionaria um vaso assim? Marta responde com entusiasmo. “Feito com material de superfície refratária, a cada uso, os dejetos caem em um recipiente. Basta fechar a tampa do vaso e acionar o microondas”.
Esta matéria encontra-se na Revista Rio Pesquisa
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