
16/03/2017
A Vigilância Sanitária registrou aumento de 400% no número de animais diagnosticados com esporotricose em 2016, em sua maioria gatos. A doença, causada pelo fungo Sporothrix schenckii, é transmitida pelos felinos aos humanos e também para cachorros e pode ser fatal para os animais. No ano passado foram feitos 13.536 atendimentos, 10.283 a mais do que em 2015. Em 2016, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) havia registrado 580 casos em humanos. O registro era de 516 pacientes com a infecção na pele em 2015; e 327 casos em 2014. Não é necessário sacrificar o animal doente.
Em humanos, a infecção tem cura, mas pode provocar lesões gravíssimas na pele, e há risco de uma epidemia no verão. Não há vacina ou qualquer medicamento preventivo contra a esporotricose. A transmissão para o homem acontece por meio de arranhões e mordidas do gato.
Sinais de contaminação em humanos aparecem, na maioria das vezes, em forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho e podem evoluir para uma ferida. Geralmente, surgem nos braços, nas pernas e no rosto, formando uma fileira de caroços ou feridas. Nesses casos, donos de animais infectados devem procurar imediatamente o dermatologista.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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