
23/03/2017
Verde, ar puro e tranquilidade. Áreas como o Corcovado, o Jardim Botânico, o Alto Gávea e o Cosme Velho sempre foram vistas como refúgios em meio à cidade grande. Mas a paz no entorno da Floresta da Tijuca não é a mesma desde que a febre amarela silvestre se tornou uma ameaça. A doença é transmitida por mosquitos das espécies dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em florestas como a da Tijuca e podem alcançar imóveis perto da mata. O medo tem feito muita gente na região repensar hábitos, ampliar o estoque de repelentes e correr para os postos de vacinação.
Na semana passada, preocupada com uma possível proliferação da doença, a direção da escola de educação infantil Jardim Botânico — que costuma promover passeios em trilhas, parques e jardins — cancelou uma ida das crianças ao Parque Lage. Os pequenos foram, então, fazer atividades ao ar livre na Praça Pio XI, no Jardim Botânico. Mas devidamente protegidos com repelente.
— Toda semana fazemos passeios com as crianças no Jardim Botânico, no Parque Lage ou aqui na pracinha. Com essa notícia dos macacos mortos por febre amarela, os pais começaram a ligar pedindo “por favor, coloquem repelente no meu filho” — afirmou a diretora, Karen Sampaio.
Karen, que tentou, sem sucesso, tomar a vacina no posto da Gávea na quinta-feira, agora aguarda mais informações das autoridades para saber se precisará mudar a rotina da escola. Ela também pretende levantar quantas crianças ainda não foram imunizadas.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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