UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Solução provisória de descarte de lixo em Niterói já dura seis anos

04/04/2017

Uma das determinações listadas no documento que define as novas regras de descarte de lixo em Niterói, publicado em 24 de fevereiro pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana de Niterói (Clin), diz: “A empresa transportadora deverá temporariamente destinar o lixo excedente/extraordinário em aterro sanitário licenciado de outro município, até que seja implantado o novo Aterro Sanitário do Município de Niterói.” O trecho, porém, poderia ter sido copiado de uma resolução da Clin, de 2010, quando ocorreu o fechamento oficial do Aterro do Morro do Céu, no Caramujo. O documento também destacava que o serviço seria temporário. Seis anos se passaram, e uma alternativa provisória parece ter se tornado definitiva. A célula emergencial criada em 2011 para para receber parte das 700 toneladas diárias produzidas em Niterói deveria ter sido desativada em 2014, mas até agora segue em operação. O volume restante vai para aterros de outros municípios.
Enquanto o novo aterro não é concluído, a Econit opera a célula sanitária emergencial instalada no antigo lixão. Hoje ela ainda recebe os chamados resíduos públicos, ou seja, os retirados das ruas. O lixo domiciliar e de construção civil, por sua vez, é enviado para dois Centros de Tratamento de Resíduos (CTRs) em São Gonçalo. O lixo hospitalar vai para um CTR em Itaboraí. A Econit é também responsável pelo transporte dos resíduos dentro ou fora do município. Em 2014, conforme os primeiros dados disponíveis no Portal de Transparência da prefeitura de Niterói, a empresa recebeu R$ 61,5 milhões. No ano passado, o gasto da Clin com a terceirizada estava em R$ 87,4 milhões.
Gilson Soares, presidente da Cooper Caramujo, uma cooperativa de recicladores de lixo que atua na comunidade, afirma que os moradores do local não querem um aterro sanitário como vizinho. Ele, porém, foi catador no antigo lixão, de 2006 até 2010, e lembra que, embora o local fosse insalubre e causasse doenças, também era um gerador de empregos.
— Todo mundo tinha dinheiro — lembra. — Na cooperativa atual, não deu para colocar todo mundo para trabalhar, mas a estrutura agora é melhor. Tudo é mais limpo.
Quem produz mais de 120 litros de resíduo por dia, como indústrias e supermercados, precisa contratar quem leve o lixo para fora de Niterói. Para estas empresas, a inexistência de um aterro desestimula a prestação do serviço. Margarete Clemente, da 2MC Transportes Rodoviários, afirma que, apesar de estar na lista de empresas autorizadas pela Clin para trabalhar em Niterói, não vê custo-benefício na operação:
— Se tivesse um descarte em Niterói estaríamos procurando cliente por lá. Mas da forma como funciona hoje, não vale a pena pegar o lixo lá e trazer para o Rio só para fazer o descarte.

Saiba mais em O Globo

Novidades

Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, produzido em 1920, está na Biblioteca Carioca, aberta na Semana de Arte do Rio

22/09/2026

O Centro Histórico ganhou uma novidade na Semana de Arte do Rio. Após dez anos de funcionamento, a a...

Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade

22/09/2026

A urgência da crise climática e a busca por soluções sustentáveis ocupam a atenção da nova geração d...

Elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), é transferido para santuário em Mato Grosso

22/09/2026

O elefante asiático Sandro, de 54 anos, chegou nesta sexta-feira (18) ao Santuário de Elefantes Bras...

Ararinhas-azuis têm controle reforçado após casos de circovírus

22/09/2026

O circovírus fez o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ampliar, desde a...

Edital busca soluções que ampliem o acesso à água no Maranhão

22/09/2026

A Mamba Water abre as inscrições para o Edital Corrente Pela Água, o primeiro edital do Mamba Water ...

Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai

22/09/2026

"Era um grande desafio. O Paraguai nunca havia feito nada parecido, nós fomos os pioneiros." Darío P...