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Casos confirmados de febre amarela no Brasil sobem mais de 1400% em relação a 2016

06/04/2017

O Ministério da Saúde divulgou hoje que foram confirmados 586 casos de febre amarela em humanos no Brasil, entre janeiro e abril deste ano. Em 2016, foram apenas 40 ao longo de todo, o que representa um crescimento de 1465% no número de casos somente nos primeiros meses de 2017. Além disso, cerca de 450 casos ainda estão sendo investigados. A região que mais concentra ocorrências confirmadas é o Sudoeste, com 426 em Minas Gerais, 142 no Espírito Santo, 9 no estado do Rio de Janeiro e 5 em São Paulo.
Preocupado com a proliferação da doença, o Ministério decidiu adotar uma recomendação Organização Mundial da Saúde (OMS) e aplicar uma dose única da vacina, a partir deste mês. O Brasil era o único país que ainda adotava duas vacinas. Segundo estudos da OMS, a dose única é suficiente para a imunização permanente. Para isso, o Ministério se mobiliza para a capacitação de profissionais e compra de seringas específicas.
A previsão é que 9,5 milhões doses da vacina sejam aplicadas neste mês, sendo que 3,5 milhões foram fornecidas pela OMS. Nas próximas semanas, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia receberão um milhão de doses cada.
Cerca de 21,6 milhões de doses extras foram distribuídas para atender as áreas ampliadas de vacinação, além de 4,1 milhões de doses de rotina. Desse número 3,8 milhões foram para o Rio de Janeiro; 7,5 para Minas Gerais; 4,78 para São Paulo; 3,65 para o Espírito Santo; e 1,9 milhão para a Bahia.
O ministério também planeja, caso haja necessidade, o fracionamento das doses de vacinação. A medida seria aplicada apenas em regiões com risco de expansão da doença em humanos. Serão realizados treinamentos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, regiões que, segundo o Ministério, não há recomendação de vacinação. Posteriormente serão decididos locais em que o fracionamento será aplicado. A ação será pontual, com início e fim programados.
Atualmente, a dose padrão é composta por 0,5 ml do líquido da vacina. A dose fracionada teria uma diminuição no volume - para 0,1 ml - e a mudança tornaria capaz a vacinação de um número maior de pessoas. Segundo o ministério, estudos mostraram que a dose fracionada tem a mesma eficácia que a dose padrão. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, explica que o fracionamento é para atender a demanda espontânea.
— Essa medida busca viabilizar a vacina para pessoas que não precisam ser vacinadas, mas buscam a imunização, mesmo assim. Queremos vamos o equilíbrio entre a demanda e a necessidade, por isso o ministério está se preparando para ter folga e não passar dificuldades. Mas reforço que a estratégia só será aplicada em caso de necessidade.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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