
06/04/2017
Mais 88 municípios brasileiros passaram a ser área com recomendação de vacina contra febre amarela para viajantes internacionais, segundo comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com isso, o Estado do Rio de Janeiro inteiro está incluído no alerta, após a capital e o município de Niterói serem inseridos no rol de cidades de risco. No estado de São Paulo, apenas a capital não faz parte da área recomendada para vacina. O Espírito Santo já constava do alerta divulgado em 6 de março.
A atualização da OMS aumentou significativamente o número de municípios da Bahia em que a imunização é recomendada - passando de 69, em janeiro deste ano, para 154 cidades. Antes mesmo do surto atual, a vacina era recomendada para pessoas que iriam visitar o Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de determinadas áreas da Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A inclusão dos 88 municípios no rol de recomendação de vacina considerou mortes de macacos e casos de febre amarela em humanos que estão sendo investigados em determinadas localidades do país.
No caso do Rio e Niterói, segundo o comunicado da OMS, preocupam as mortes dos animais por febre amarela nas proximidades de áreas urbanas, o que também é verificado em Campinas (SP). A OMS assinala que a mais importante medida para quem vive ou visita áreas de risco é tomar a vacina.
Para a entidade, apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. O imunizante, porém, só deve ser aplicado em pessoas com mais de 60 anos após "avaliação cuidadosa de risco-benefício". Há outros grupos que não podem se imunizar, alerta a OMS, tais como pessoas com doença febril aguda, histórico de hipersensibilidade a ovos de galinha e/ou seus derivados, grávidas (exceto com recomendação expressa), entre outras.
Atualmente, o Brasil é afetado apenas pela febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Não há evidência de que o mosquito Aedes aegypti, presente em zonas urbanas, esteja transmitindo a doença. De acordo com o mais recente alerta epidemiológico OMS, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Suriname notificaram casos de febre amarela neste ano.
Fonte: O Globo
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