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Metade dos cariocas não sabe a quantidade de água que gasta

13/04/2017

Muitos cariocas se preocupam com a economia de água e energia, mas poucos sabem o quanto gastam desses recursos em suas casas. É o que indica uma pesquisa realizada pelo Green Nation, movimento que propõe a sustentabilidade por meio de ações práticas do dia a dia. Os resultados apresentam uma série de evidências sobre como a população da cidade do Rio de Janeiro adota ou não os hábitos de sustentabilidade.
A análise aponta que cerca de 85% dos cariocas têm a preocupação de fechar a torneira para economizar água e de desligar o interruptor para poupar energia. Por outro lado, metade dos entrevistados afirma não ter noção de quantos litros de água usa diariamente para suas necessidades básicas.
Marcos Didonet, diretor do Green Nation, diz que geralmente a população é influenciada por opiniões generalizadas.
— Cerca de 50% dos que responderam à pesquisa dizem que, ao comprar roupas, não pensam no que pode ser mais sustentável. Muitas pessoas não sabem que a produção de uma calça jeans, por exemplo, gasta milhares de litros de água. Os conhecimentos da sociedade precisam ser mais aprofundados. A pesquisa é bastante importante para identificar como as informações têm que chegar ao cidadão — pondera Didonet.
Christianne Maroun, professora de Engenharia Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), reforça a avaliação do diretor. A especialista afirma que as ações adotadas pela sociedade estão muito mais ligadas a questões financeiras do que ecológicas. Ainda segundo Maroun, políticas públicas adequadas forçariam o cidadão a praticar a sustentabilidade mesmo sem ter visão sistêmica.
— Há uma grande lacuna entre a conscientização e a aplicação dos conceitos no dia a dia. Infelizmente, não adianta ter consciência, se a pessoa não tem condições financeiras e sociais de praticar hábitos mais corretos em relação ao meio ambiente.
Marcos Didonet afirma que os dados reforçam que é preciso pensar, viver e sentir a sustentabilidade para inseri-la concretamente no cotidiano da população, não só do Rio de Janeiro, mas de todo o mundo. Para o diretor, a mudança de atitude só será possível a partir de um esforço ainda maior de todos os envolvidos.

A matéria pode ser lida em O Globo

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