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OMS comemora grandes ´avanços´ na luta contra doenças negligenciadas

20/04/2017

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou nesta quarta-feira os "avanços sem precedentes" na luta contra 18 doenças tropicais neglicenciadas, entre elas a dengue, que deixam 170 mil mortos e milhões de deficientes a cada ano.
A agência de Saúde da ONU, companhias farmacêuticas e grupos da sociedade civil liderados pela Fundação Bill e Melinda Gates travaram uma longa batalha para erradicar essas doenças, que são muito tratáveis mas que até pouco tempo atrás não haviam recebido muita atenção.
— É realmente a história de um maravilhoso avanço — disse Bill Gates, o bilionário fundador da Microsoft, em Genebra, por ocasião da publicação do último relatório da OMS sobre a luta contra as doenças tropicais negligenciadas.
"Nos últimos dez anos, milhões de pessoas saíram da invalidez e da pobreza graças a uma das colaborações globais mais efetivas na saúde pública moderna", assegurou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em um comunicado.
Um total de 1,6 bilhão de pessoas sofrem com doenças negligenciadas, entre elas mais de 500 milhões de crianças, mas o número diminuiu desde 2010, quando mais de dois bilhões de indivíduos eram afetados por estas patologias, segundo a OMS.
O esforço no combate a essas condições foi intensificado em 2012, quando os governos e a indústria farmacêutica assinaram a Declaração de Londres, na qual se comprometeram a dar recursos para ajudar a eliminar as doenças negligenciadas mais comuns.
Desde então, as empresas doaram milhões de doses de tratamento, permitindo que um bilhão de pessoas obtenham terapias para ao menos uma doença em 2015.
Foram dados grandes passos para controlar algumas das piores doenças, incluindo a dracunculíase, causada pelo verme da Guiné, que cresce no corpo dos que consomem água contaminada com pulgas aquáticas infectadas por este parasita.
No ano passado foram registrados apenas 25 casos dessa doença em humanos, uma redução drástica em comparação com os 900 mil de 1989, quando a patologia era endêmica em 21 países. A erradicação está "ao alcance", apontou a OMS.

Saiba mais em O Globo

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