
20/04/2017
As baleias guardam seus segredos nas profundezas dos oceanos. Sua distribuição e as principais áreas de alimentação são pouco conhecidas, mas uma técnica de pesquisa está ajudando cientistas a elucidarem os hábitos dos maiores mamíferos do mundo. O ecologista e explorador da National Geographic, Ari Friedlaender, em parceria com a ONG WWF, está usando um novo rastreador, e a expectativa é que o equipamento ajude na descoberta de novas informações sobre esses animais.
Trata-se de um “copo de sucção” preso facilmente ao corpo dos animais, de forma não invasiva, que contém sensores e uma câmera, que mostra aos pesquisadores o mundo aos olhos de uma baleia. Os estudos estão sendo realizados com jubartes e minkes na Antártica. Os rastreadores ficam fixados por um período entre 24 e 48 horas, e depois podem ser reutilizados.
Dessa forma, os cientistas estão sendo capazes de aprender sobre a vida social desses animais e recolher informações sobre o impacto da redução das camadas polares provocada pelo aquecimento dos oceanos. Com esses dados, os pesquisadores pretendem gerar recomendações de locais onde santuários marinhos devem ser criados e promover a proteção das baleias na Antártica.
Tanto a jubarte como a minke são espécies de baleias que não possuem dentes. Elas se alimentam filtrando nutrientes por uma barba, sobretudo o krill e outros pequenos crustáceos. Na Antártica, a população de krill é grande, mas sua população está sendo afetada pela pesca e pelas mudanças climáticas. A Península Antártica é uma das regiões do planeta que vem sofrendo aquecimento mais acelerado, com reduções consecutivas na cobertura de gelo, o que afeta a vida desses organismos.
Fonte: O Globo
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