
09/05/2017
Uma oportunidade para incrementar o turismo de negócio e, consequentemente conquistar receita para a cidade do Rio e gerar emprego. Essa é a definição do centro de convenções que será aberto na Marina da Glória, segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves. No entanto, o espaço — previsto para ser aberto em agosto, conforme adiantou a coluna Gente Boa, precisará do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que afirma ainda não ter sido informado sobre a instalação do centro de convenções.
De acordo com o órgão, qualquer mundança, seja ela uma pintura, deve ser avisada ao Iphan previamente.
— Toda intervenção em bem tombado deve ser submetida previamente ao Iphan. Informamos que nada recebemos sobre o projeto em questão e que, pela nossa portaria nº 420, temos o prazo de 45 dias para analisar e informar ao requerente sobre a viabilidade ou não do que ele pretende fazer no local, que é um bem tombado nacional — informou o órgão.
O Iphan disse ainda que a eventual execução de projeto sem autorização do órgão poderá levar ao embargo da intervenção:
— Se o proponente quiser se precaver para fazer tudo direitinho, sem acidentes de percurso, é só consultar previamente o Iphan e assim saberá se o projeto está ok, se não é viável ou se, eventualmente poderá ser adequado ao que é permitido para aquele espaço.
A prefeitura informou que vai se reunir, na semana que vem, com o grupo BR Marinas, que administra o espaço, e com o Iphan para afinar a apresentação do projeto ao órgão.
O presidente da Riotur afirmou que o espaço está passando apenas por adequação técnicas para instalação de ar condicionado e parte elétrica. Por isso, de acordo com ele, o projeto não vai interferir nas estruturas nem na paisagem da Marina. Para Marcelo Alves, o centro de convenções na Marina da Glória, que é um cartão postal, além de atender à rede hoteleira, pela proximidade com o Aeroporto Santos Dumont e com a Zona Sul, vai gerar emprego e movimentar a economia:
— É um desejo antigo de empresários da cidade ter um centro de convenções próximo ao aeroporto e à Zona Sul. Nós fomos atrás e, por questões de orçamento e de tempo, não teríamos como construir algo novo. O espaço será formidável para o Rio de Janeiro e será totalmente financiado pelo poder público, que abraçou essa ideia — disse o presidente da Riotur, acrescentando que o centro de convenções terá uma área fechada de 5 mil m², e mais 6 mil m² de espaço aberto, onde também será possível a instalação de tendas portáteis.
Já Gabriela Lobato, presidente do grupo BR Marinas, informou que o projeto de revitalização da área, foi amplamente discutido com a sociedade e aprovado pelo Iphan e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Segundo ela, o centro de convenções inclui um pavilhão para eventos que já existe e está em pleno funcionamento, e o investimento totalmente privado foi de R$ 70 milhões e já está finalizado, ou seja, não existem mais obras a serem executadas.
A matéria pode ser lida em O Globo
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