UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Ambientalistas criticam aprovação de projeto que redesenha fronteiras de floresta no Pará

30/05/2017

O senado federal aprovou, na 3ªF dia 23, uma medida provisória que altera os limites de Unidades de Conservação no estado do Pará. Segundo especialistas essas mudanças, que dependem apenas da aprovação do presidente Michel Temer para entrar em vigor, podem comprometer os esforços de preservação da fauna e flora do estado do Pará.
Um dos santuários ecológicos que deve ter as suas fronteiras redesenhadas é a Floresta Nacional do Jamanxim, que fica a 1.600 km da capital, entre os municípios de Itaituba e Trairão, no sudoeste do Pará – uma localização valorizada pelo agronegócio pela proximidade com a rodovia BR-163.
Alteração dos limites da floresta Nacional do Jamanxim foi aprovada no senado (Foto: Divulgação / Governo do Pará)
A Flona Jamanxim atualmente mede 1 milhão e 300 mil hectares. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) o projeto aprovado no senado diminui sua área para 814.682 hectares. Nas áreas excluídas da Flona, a proposta cria a Área de Proteção Ambiental com uma área de 486.438 hectares – ou seja, 37% da floresta virariam uma APA, que é menos protegida.
Nas florestas nacionais, como Jamanxim, são permitidos o uso sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica. É admitida a permanência de populações tradicionais que a habitam desde sua criação; já nas áreas de preservação são permitidas atividades agropecuárias, industriais e ocupação populacional.
Segundo especialistas do Imazon, transformar áreas ilegalmente ocupadas de categorias de Unidades de Conservação – no caso, Florestas e Parques Nacionais – que não admitem propriedades privadas em seu interior em APA tem efeitos extremamente danosos para a conservação.
“Primeiro, é um estímulo à invasão de unidades de conservação em todo o país. Segundo, porque APA é a categoria de UC que, por permitir maior intervenção humana, inclusive propriedades privadas em seu interior, é a de menor controle do desmatamento. Não existe um modelo de gestão que tenha conseguido conciliar a ocupação humana com os objetivos de conservação ambiental”, critica a pesquisadora.

Saiba mais no G1

Novidades

Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, produzido em 1920, está na Biblioteca Carioca, aberta na Semana de Arte do Rio

22/09/2026

O Centro Histórico ganhou uma novidade na Semana de Arte do Rio. Após dez anos de funcionamento, a a...

Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade

22/09/2026

A urgência da crise climática e a busca por soluções sustentáveis ocupam a atenção da nova geração d...

Elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), é transferido para santuário em Mato Grosso

22/09/2026

O elefante asiático Sandro, de 54 anos, chegou nesta sexta-feira (18) ao Santuário de Elefantes Bras...

Ararinhas-azuis têm controle reforçado após casos de circovírus

22/09/2026

O circovírus fez o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ampliar, desde a...

Edital busca soluções que ampliem o acesso à água no Maranhão

22/09/2026

A Mamba Water abre as inscrições para o Edital Corrente Pela Água, o primeiro edital do Mamba Water ...

Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai

22/09/2026

"Era um grande desafio. O Paraguai nunca havia feito nada parecido, nós fomos os pioneiros." Darío P...