
01/06/2017
Enquanto os EUA sob o comando de Donald Trump parecem abdicar da liderança do combate às mudanças climáticas, a China, maior poluidora do mundo, continua avançando em projetos de energia limpa. Neste mês, a firma Sungrow anunciou a entrada em funcionamento da maior usina solar flutuante do mundo, instalada num lago de uma mina de carvão desativada em Huainan, na província de Anhui.
A usina tem capacidade instalada de 40 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade com 15 mil residências. Em comunicado, a companhia explicou que a instalação num lago com água mineralizada reduz a demanda por terra e otimiza a produção de energia por causa da capacidade de resfriamento da superfície.
Este é apenas mais um projeto de energia limpa construído na China. No ano passado, a região de Anhui inaugurou uma outra usina solar flutuante. O país também abriga o Parque Solar Longyangxia Dam, numa área de 25 quilômetros quadrados, considerado o maior do mundo.
Essa transição para a energia solar é possível graças ao barateamento da tecnologia. Até 2020, a China pretende reduzir em mais de um terço os preços de equipamentos utilizados em projetos de usinas solares, o que tornará esse tipo de geração competitiva com o carvão.
Desde o pico em 2013, o consumo de carvão no país vem caindo ano a ano. Pelo Acordo de Paris, a China se comprometeu a desacelerar as emissões de carbono, alcançando o pico em 2030, e aumentar a participação das fontes renováveis de energia para 20% da matriz energética instalada.
Fonte: O Globo
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