
06/06/2017
No último mês, casas construídas irregularmente às margens da Lagoa da Tijuca, em área de proteção ambiental, tornaram-se facilmente perceptíveis por quem passa. A comunidade se revelou quando foram retiradas plantas próximas ao Canal de Marapendi, como parte de um projeto para devolver a vegetação nativa à área. O destino de seus moradores, agora, depende de ações conjuntas de órgãos públicos, diz a prefeitura.
O biólogo Marcelo Mello defende a posição do município. Diz que, embora as construções de fato tenham impacto no meio ambiente, é preciso prever compensações para as pessoas que as habitam, caso se planeje uma remoção do conjunto.
— Nesse processo, a gente tem que tomar cuidado e não remover as pessoas para locais distantes, porque muitas trabalham por aqui. Essa comunidade tem que ser levada para um lugar adequado e indenizada por meio de um acordo, sem processo judicial. Assim, a área pode se tornar de proteção novamente, e só então ser reflorestada — diz.
Segundo a Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente, não há definição sobre a remoção das casas, pois o assunto requer um estudo mais aprofundado, envolvendo diversas secretarias, como a de Urbanismo. O órgão garantiu também que, no processo, os moradores não serão retirados do local sem que antes se determine sua transferência para um local seguro.
Fonte: O Globo
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