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Estudantes do Rio criam ´prancha ecológica´ de SUP que custa 15 vezes menos

27/06/2017

Já imaginou se divertir com lixo? Um grupo de cinco amigos do Rio resolveu botar a mão na massa e criar uma prancha de stand up paddle com material reciclável. A ideia surgiu enquanto os estudantes de Oceanografia enfrentavam a greve da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Inspirados por um vídeo na internet, resolveram juntar alguns objetos que iam para o lixo e criaram a Stand UPet.
Um mutirão de amigos foi formado e o grupo saiu coletando tudo o que podia ser útil para a confecção da prancha. Um dos idealizadores do projeto, o universitário Breno Fontel, afirmou que a ideia foi motivada por três pontos fundamentais.
Após alguns meses, a primeira prancha foi para a água. Alguns erros foram identificados e o grupo resolveu mudar alguns produtos para a produção de uma nova prancha. Nesta segunda prova, o G1 acompanhou a turma do Stand UPet. Com a disseminação da ideia por redes sociais, o grupo começou a participar de exposições e palestras.
“A reação da galera é sempre muito positiva e animadora. Algumas pessoas não entendem muito bem de cara o que é e perguntam. Mas quem entende, fica maravilhado e elogia. É sempre algo muito gratificante ver nosso trabalho sendo elogiado. Tem a galera também querendo fazer a própria, pedindo ajuda, perguntando como é o processo. A reação sempre foi muito positiva”, disse Matheus Paiva sobre o feedback que tem recebido das pessoas que conhecem o projeto.
De estudantes “sem nada para fazer” por causa da paralisação estudantil, a empreendedores ecológicos. O grupo destaca sempre o apoio de amigos e a vontade de sempre deixar uma mensagem positiva para as pessoas que se interessam pelo Stand UPet.
“A gente pega garrafas descartáveis, que são coisas que a gente usa uma vez na vida e depois vão para o lixo. Depois a gente reaproveita elas para fazer algo que a gente pode aproveitar mais tempo durante a nossa vida. Se divertir a partir do lixo, acho que é basicamente esse o conceito. Nosso projeto tem muito mais um viés social, mais educativo do que comercial. Disseminar a ideia da reutilização, reciclagem e educação ambiental”, disse Guilherme Malaguti.

Saiba mais no G1

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