
11/07/2017
Recuperação de áreas degradadas, avaliação de impactos ambientais e saneamento são matérias na grade curricular de Kahena Kunze, de 26 anos. É um dos casos em que a prática ensina tanto quanto (ou mais do que) a faculdade. Após trancar o curso de Engenharia Ambiental em 2013, quando precisou dedicar-se aos treinos com Martine Grael, a velejadora paulista acumulou tempo e experiência para refletir sobre essas questões. Com a medalha de ouro na Olimpíada do Rio na classe 49er FX, Kahena mostrou que se adaptou à Baía de Guanabara como poucas.
O que poderia ser motivo de orgulho causa, na verdade, certo embaraço. Não pela vitória, é claro, mas sim pelas condições da Baía. Kahena é direta: para ela, os Jogos Olímpicos não deixaram legado para a despoluição do local — embora esta fosse uma promessa do governo do estado à época da candidatura. A impressão, pelo contrário, é de que a quantidade de lixo aumentou, enquanto a qualidade da água despencou.
— Acho que piorou. Sempre teve lixo flutuante, mas vejo cada vez mais. Não se iniciou uma conscientização ambiental. Não adianta esconder o lixo porque depois volta. Imaginei que fosse piorar porque nunca vi algo concreto sendo feito — reclama Kahena.
A velejadora lamenta não só a maquiagem feita à época dos Jogos, mas também o que entende como tentativa de abafar críticas.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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