
18/07/2017
Pelo menos 200 ativistas ambientais, um número recorde, foram mortos em todo o mundo em 2016, sendo 60% deles na América Latina, alerta um relatório da Global Witness divulgado nesta quinta-feira.
O balanço, o dobro do registrado dois anos antes, é o mais elevado desde que a organização começou a contabilizar os assassinatos de ambientalistas, em 2002.
Este é o reflexo de uma onda de violência, em que "as empresas mineradoras, madeireiras, hidroelétricas e agrícolas passam por cima das pessoas e do meio ambiente em sua busca por lucro", lamenta a organização.
Em 2016, os assassinatos de ativistas ambientais também se espalharam geograficamente, atingindo 24 países, contra 16 em 2015. Brasil, Colômbia e Filipinas são responsáveis por mais da metade das mortes, seguidos por Índia, Honduras, Nicarágua, República Democrática do Congo e Bangladesh.
"A luta implacável pela riqueza natural da Amazônia torna o Brasil, mais uma vez, o país mais letal do mundo", com 49 assassinatos em um ano, alerta o relatório.
Já Honduras continua a ser o país mais perigoso em número de assassinatos per capita na última década.
Fonte: O Globo
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