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Melhorar alimentação pode reduzir em até 17% risco de morte prematura, diz estudo

18/07/2017

É difícil manter uma alimentação regrada o tempo todo, mas fazer pequenas melhorias ao escolher alimentos mais saudáveis de vez em quando pode aumentar significativamente as chances de viver mais, segundo um estudo americano publicado nesta quarta-feira. A pesquisa demonstra que os riscos de uma morte prematura podem ser reduzidos em até 17% a partir de uma dieta mais saudável.
O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, é o primeiro a mostrar que melhorar a qualidade da alimentação ao longo de pelo menos 12 anos está associado a menores taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e outras causas.
Ao longo do período de 12 anos, aqueles que passaram a comer um pouco melhor do que no começo - principalmente consumindo mais grãos integrais, frutas, vegetais e peixes gordurosos - tiveram um risco de 8% a 17% menor de morrer prematuramente nos próximos 12 anos.
Já aqueles cujas dietas pioraram ao longo do tempo tiveram um aumento de 6% a 12% no risco de morrer nos próximos 12 anos de acompanhamento.
- Nossos resultados destacam os benefícios a longo prazo para a saúde de melhorar a qualidade da dieta, com ênfase nos padrões alimentares gerais, em vez de em alimentos ou nutrientes individuais- disse o autor sênior do estudo, Frank Hu, professor e presidente do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.
Pesquisadores da Universidade de Harvard rastrearam mudanças na dieta em uma população de quase 74.000 profissionais de saúde que registraram seus hábitos alimentares a cada quatro anos. Os pesquisadores usaram um sistema de pontuações de qualidade da dieta para avaliar o quanto as dietas tinham melhorado.
Por exemplo, um aumento de 20% nas pontuações poderia "ser alcançado trocando apenas uma porção de carne vermelha ou processada por uma porção diária de nozes ou legumes", segundo a pesquisa.
- Um padrão de alimentação saudável pode ser adotado de acordo com as preferências alimentares e culturais e condições de saúde dos indivíduos. Não há uma dieta única para todo mundo- diz Frank Hu.

Fonte: O Globo

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