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Mundo patina no cumprimento de Objetivos do Desenvolvimento ligados à saúde

14/09/2017

O mundo ainda patina no caminho para o cumprimento das metas relativas à saúde constantes dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030. O alerta é da segunda avaliação anual sobre a situação atual e perspectivas com relação a estas metas feita por cientistas do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, EUA, em que afirmam que ainda é necessário muito trabalho para que elas sejam alcançadas pela grande maioria das nações, em especial as mais pobres e em desenvolvimento.
E um exemplo disso é o Brasil, que apesar de ter avançado 23 posições em ranking que acompanha a avaliação, estando agora no 67º lugar, continua num lugar intermediário na listagem de 188 países. Como esperado, o ranking é liderado por nações desenvolvidas – na ordem, Cingapura, Islândia, Suécia, Noruega e Holanda – e nos últimos lugares estão países pobres da África Subsaariana e da Ásia Central – do pior para o melhor, Afeganistão, República Centro-Africana, Somália, Sudão do Sul e Chade.
Estabelecidos em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável são os “sucessores” dos chamados Objetivos do Milênio (OM), também acordados no âmbito da ONU em 2000 e que expiraram há dois anos. Ao todo, são 232 indicadores relativos a 169 metas concentradas em 17 objetivos. Destes, 50 indicadores em 29 metas distribuídas em 11 objetivos são ligados à saúde, compreendendo desde as taxas de mortalidade materno-infantil à poluição do ar e a estruturação de um registro de óbitos.
No caso do Brasil, o desempenho é mais prejudicado por três indicadores: mortes no trânsito, gravidez na adolescência e taxa de homicídios. O país, no entanto, vai bem em parâmetros desenvolvimento infantil, atendimento neonatal e redução do tabagismo, sendo especialmente elogiado no relatório por sua ampla cobertura vacinal.
Segundo a avaliação, elaborada com base na série de estudos “Fardo Global das Doenças” do IHME e que este ano permitiu monitorar 37 dos 50 indicadores, mais de 60% dos países conseguirão cumprir as metas relativas à redução da mortalidade infantil, neonatal, materna e de infecções por malária até 2030. Por outro lado, porém, menos de 5% vão alcançar os objetivos relacionados à obesidade infantil, tuberculose e mortes no trânsito e por suicídio.

Fonte: O Globo

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