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CNPq apoia construção de Veleiro para pesquisas marinhas

19/10/2017

O Brasil possui a maior costa tipicamente tropical do planeta, com uma complexa rede de habitats. Apesar disso, apenas 0,4% de toda a área marinha brasileira está incluída em UCs de qualquer natureza. O esforço de alguns agentes do governo federal brasileiro tem procurado aumentar não só a área, mas a efetividade das UCs marinhas.
Uma iniciativa nesse sentido é incentivar a pesquisa científica nas áreas de proteção para melhor conhecer a biodiversidade das regiões e aprimorar as ações de preservação e convivência.
Nesse sentido, foi concebido o Veleiro ECO, uma embarcação de expedições e pesquisas oceanográficas construída pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), construída com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O veleiro tem como madrinha a Dra. Zelinda Margarida de Andrade Nery Leão, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Além do CNPq, o projeto tem recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
O Veleiro ECO estará de portas abertas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia SNCT com a temática: O Impacto do Lixo Marinho nos Oceanos. O evento ocorrerá por todo o Brasil de 23 a 29 de outubro de 2017.
A construção do Veleiro ECO começou em 2012, em projeto coordenado pelo professor da UFSC, Orestes Estevam Alarcon, e contou com nove bolsas do CNPq nas modalidades Iniciação Tecnológica Industrial (ITI) e de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI). O objetivo de empreitada foi de aprimorar e expandir as pesquisas oceanográficas do país. Com 60 pés ¿ o equivalente a 20 metros de comprimento - e 5,3 metros de largura, o Veleiro é feito de alumínio naval, material mais econômico e mais fácil para manutenção.
Possui características de segurança e navegabilidade, permitindo expedições científicas de grande porte, incluindo as polares, particularmente a Antártica. A quilha retrátil possibilita a navegação em águas rasas de mangues e estuários de rios, áreas pouco exploradas pelas ciências nacional e internacional. A embarcação possui laboratórios para realizar as primeiras análises dos materiais coletados.

Saiba mais no site do CNPq

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