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Escolas de Niterói investem em educação ambiental

31/10/2017

Como tornar o mundo mais sustentável? Começando pela educação de crianças e adolescentes. É o que acreditam colégios que trabalham a consciência ambiental como eixos centrais ou em projetos específicos.
Uma das instituições é a Escola Cultural Mosaico que abriu as portas este ano em Piratininga. Localizada numa região privilegiada, rodeada por uma extensa área verde, a unidade propõe transpor a aprendizagem para fora de suas dependências. Além das disciplinas tradicionais em sala de aula, os estudantes têm instruções em lagoas e mangues e conhecem, na prática, assuntos como os tipos de vegetação. Na instituição, no espaço agroecologia, através da vivência do trabalho com a terra, os alunos constroem compostagens e colhem alimentos plantados por eles na horta orgânica, levando-os ao espaço BioChef, uma cozinha experimental onde produzem diariamente o lanche da tarde. O sistema de reaproveitamento de água da chuva também foi criado pelos alunos. No ateliê de arte, o estudante é estimulado a reaproveitar materiais, que são utilizados da decoração da escola.
— Mais do que instruir o estudante para passar no Enem, acreditamos em uma educação escolar capaz de formar um ser humano completo. A escola se propõe a preparar um indivíduo com inteligências e habilidades múltiplas, ecológico, capaz de atuar neste mundo em constante mudança — diz a pedagoga Elga Baldez, uma das fundadoras da instituição.
A Aldeia Curumim é outro exemplo de escola verde. Lá também há hortas orgânicas nas quais a produção e a colheita são feitas pelos alunos, sob a supervisão do agrônomo da escola. Os alimento colhidos são utilizados na oficina de culinária saudável e nas refeições oferecidas pela cantina. Também há aulas de reciclagem, e alunos são incentivados a caminhar pelo espaço escolar para coletar o lixo e avaliar o que pode ser reciclado ou reaproveitado.
Já o Miraflores, além de realizar projetos que envolvem hortas orgânicas e reciclagem do lixo, promove anualmente aulas-passeio a diferentes cidades para aprender sobre ecologia. Este ano, alunos da instituição foram ao município de Mariana, em Minas Gerais, onde houve, em 2015, o rompimento de barragens da mineradora Samarco. Com o auxílio de professores, os estudantes conheceram detalhes sobre a história da tragédia e fotografaram a situação atual do local. As imagens se transformaram numa exposição na escola, aberta às famílias dos alunos.

Saiba mais em O Globo

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