
14/11/2017
As mudanças climáticas dobraram o número de sítios naturais patrimônios da Humanidade considerados sob ameaça de extinção – alertou a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) nesta segunda-feira (13), pedindo medidas “urgentes”.
Dos 241 sítios naturais classificados no Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), 62 estão agora “ameaçados pela mudança climática” em comparação aos 35 registrados em 2014 (de um total de 228), ano em que se divulgou o informe anterior, intitulado “Horizonte do patrimônio mundial” elaborado pela UICN.
Entre eles, estão o Machu Pichu peruano e a Reserva da Biosfera da Borboleta-Monarca, no México. Em ambos os casos, além da mudança climática, há outros fatores em jogo, como turismo e poluição.
“Este informe envia uma mensagem clara para os delegados reunidos em Bonn (por ocasião da 23ª Conferência da ONU sobre o Clima): a mudança climática atua rapidamente e afeta os tesouros mais apreciados do nosso planeta”, comentou o diretor-geral da UICN, Inger Andersen, em um comunicado.
“A amplitude e o ritmo, com os quais se degrada nosso patrimônio natural, acentuam a necessidade de ações e de compromissos nacionais urgentes e ambiciosos para aplicar os Acordos de Paris”, acrescentou.
Da Grande Barreira da Austrália à costa de Belize, passando pelas Seychelles, ou pelo atol de Aldabra, todos os arrecifes de coral catalogados pela Unesco se veem afetados pelo aumento da temperatura do mar, que provoca seu branqueamento.
No outro extremo do arco ambiental, estão as geleiras do parque nacional de Kilimanjaro, na Tanzânia, ou a região de Jungfrau-Aletsch, nos Alpes suíços.
A mudança climática também afeta as zonas úmidas, os deltas e os ecossistemas vulneráveis a incêndios, acrescenta o informe, considerando que esse aquecimento do planeta supõe um “risco potencial” para pelo menos 55 sítios nessas categorias.
Esses locais têm um papel “crucial para as economias e os meios de subsistência locais” e “sua destruição pode ter consequências devastadoras que vão além de sua beleza excepcional e de seu valor natural”, advertiu o diretor do programa “Patrimônio Mundial” do UICN, Tim Badman.
A matéria completa pode ser lida em Isto É
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