UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
CNPq apoia pesquisa sobre dados de contagens subaquáticas de peixes

23/11/2017

Peixes de ambientes recifais são importantes fontes de recursos alimentares e atrativos turísticos para populações costeiras. Entender como a quantidade de peixes nesses ambientes é distribuída entre diferentes lugares é, portanto, uma questão ecológica e social importante. Cientistas brasileiros acabam de dar um pequeno passo na busca pelo conhecimento de onde peixes se concentram e onde eles são mais escassos nos recifes rasos brasileiros.
A iniciativa é parte da Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha (SISBIOTA-Mar) acaba de ser publicada na revista científica Journal of Fish Biology. O SISBIOTA conta com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Nos últimos 13 anos, pesquisadores da Rede SISBIOTA-Mar compilaram um grande volume de dados de contagens subaquáticas de peixes, com mais de 4000 amostras distribuídas em 137 sítios e 20 localidades incluindo costa e ilhas oceânicas brasileiras. Isso incluiu recifes desde os trópicos do Maranhão, até as águas frias de Santa Catarina. Com esses dados, os autores foram capazes de estimar quanta biomassa - isto é, o peso disponível de peixes - existe nos diferentes recifes.
Os pesquisadores viram que ilhas oceânicas, em geral, tendem a ter maior biomassa do que recifes costeiros. Locais com maior biomassa ocorreram também na costa, especialmente associados a áreas inacessíveis ou protegidas.
As ilhas de Trindade (ES) e São Pedro e São Paulo (PE), o isolado Parcel de Manuel Luís (MA) e o Arquipélago dos Alcatrazes (SP) foram exemplos de locais com alta biomassa. Outros padrões interessantes foram observados quando os pesquisadores separaram os peixes em grupos funcionais, peixes que se alimentam de recursos similares e que tem tamanho semelhante. Enquanto alguns grupos (grandes predadores ou grandes herbivoros, como bodiões - papagaios) seguiram uma tendência similar à da biomassa como um todo, outros diferiram consideravelmente. Por exemplo, peixes onívoros (que se alimentam de animais ou algas dependendo da disponibilidade no ambiente), se concentraram nas ilhas oceânicas e recifes subtropicais, sendo raros nos trópicos. Pequenos herbívoros (como as donzelinhas), por outro lado, foram abundantes em localidades tropicais bastante rasas (<6m de profundidade). Em conjunto, os resultados do trabalho sugeriram que a quantidade de peixes nos recifes brasileiros provavelmente depende de fatores como temperatura da água, profundidade e isolamento (ou proteção) de impactos humanos.

Leia mais no site do CNPq

Novidades

Câmara do Rio aprova plano de arborização específico para as favelas

17/09/2026

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto de lei que cria uma ...

Caso de homem atacado por morcego-vampiro é descrito pela ciência; entenda o comportamento

17/09/2026

Eles não atacam o pescoço em pleno voo, como nos filmes, nem têm os seres humanos como suas presas p...

Pesquisa inédita no Brasil vai rastrear baleias-jubarte por satélite e mapear risco de atropelamentos por navios no litoral do ES

17/09/2026

Na próxima temporada de reprodução das baleias-jubarte, dez delas terão um pequeno transmissor preso...

Pescadores pedem tombamento de pedral em rio para vetar hidrovia no Pará

17/09/2026

O pescador Ernandes Silva, 52, relata o medo de perder sua fonte de sustento diante de um projeto de...

VÍDEO: Manaus amanhece encoberta por fumaça pela 3ª vez em menos de 10 dias; qualidade do ar chega a nível péssimo

17/09/2026

A qualidade do ar voltou a piorar em Manaus na manhã desta quinta-feira (17). Por volta das 7h30, to...

Governo define regra para abolir licença ambiental em pesquisa de minerais

17/09/2026

O governo Lula está prestes a criar uma regra nacional para liberar atividades de pesquisa de minera...