UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Tesouros ‘esquecidos’ da biodiversidade brasileira

09/01/2018

Peculiares, ameaçados, fora da lei. Enquanto a Amazônia e a Mata Atlântica, mesmo diante de tantos problemas, carregam na Constituição o título de patrimônio nacional, três regiões que abrangem 35% do território do país seguem sem uma legislação que reconheça seu ecossistema diferenciado e o risco que correm diante de atividades econômicas predatórias. O Cerrado, a Caatinga e os Pampas não têm o desmatamento monitorado, sofrem com a expansão da fronteira agrícola ou com o mero desconhecimento sobre a riqueza de sua paisagem.
Há propostas de emenda constitucional (PEC) que tentam reverter esta situação e conferir a estes três biomas o status de patrimônio nacional. Os projetos, porém, não conseguem avançar na pauta do Congresso. A PEC 504/2010, que beneficiaria a Caatinga e o Cerrado — a savana mais rica do mundo, que abriga 5% da biodiversidade do planeta —, aguarda há três anos e meio uma oportunidade para ser discutida no plenário da Câmara dos Deputados. Já a PEC 05/2009, que aborda o direito dos Pampas, aguarda desde março de 2015 a sua inclusão na ordem do dia no Senado.
Flávio Ahmed, membro da Comissão de Direito Ambiental do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), destaca que o país possui desde 1981 uma política nacional do meio ambiente, que incentiva fatores como o equilíbrio ecológico, a racionalização do uso do solo e a proteção dos ecossistemas, mas muitos desses pontos não foram implementados de forma eficaz até hoje. Outra chance de proteger de maneira eficaz as áreas esquecidas também foi perdida durante a confecção do texto constitucional, deixando essas regiões à míngua até os dias de hoje.
— Depois, com a elaboração da Constituição Federal, os ambientalistas tentaram assegurar a todos os biomas o título de patrimônio nacional, mas havia uma forte pressão da bancada conservadora contrária a esta reivindicação — recorda. — Existiam questionamentos, por exemplo, se os Pampas deveriam ser considerado um bioma e qual era a biodiversidade da Caatinga, que muitos acreditam erroneamente que se trata apenas de um deserto.
Para Ahmed, as PECs que tramitam no Congresso salvaguardam as particularidades únicas de cada bioma, e as leis respectivas determinariam especificamente os locais onde se pode suprimir a vegetação sem prejudicar a fauna e a flora. Também contribuiriam para mapear as regiões em que ações de replantio são mais urgentes, sobretudo após a chegada do agronegócio ou a construção de empreendimentos imobiliários. Ações que, na opinião do especialista, são necessárias para garantir a sobrevivências dessas áreas em risco.

A matéria pode ser lida em O Globo

Novidades

Câmara do Rio aprova plano de arborização específico para as favelas

17/09/2026

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (16) um projeto de lei que cria uma ...

Caso de homem atacado por morcego-vampiro é descrito pela ciência; entenda o comportamento

17/09/2026

Eles não atacam o pescoço em pleno voo, como nos filmes, nem têm os seres humanos como suas presas p...

Pesquisa inédita no Brasil vai rastrear baleias-jubarte por satélite e mapear risco de atropelamentos por navios no litoral do ES

17/09/2026

Na próxima temporada de reprodução das baleias-jubarte, dez delas terão um pequeno transmissor preso...

Pescadores pedem tombamento de pedral em rio para vetar hidrovia no Pará

17/09/2026

O pescador Ernandes Silva, 52, relata o medo de perder sua fonte de sustento diante de um projeto de...

VÍDEO: Manaus amanhece encoberta por fumaça pela 3ª vez em menos de 10 dias; qualidade do ar chega a nível péssimo

17/09/2026

A qualidade do ar voltou a piorar em Manaus na manhã desta quinta-feira (17). Por volta das 7h30, to...

Governo define regra para abolir licença ambiental em pesquisa de minerais

17/09/2026

O governo Lula está prestes a criar uma regra nacional para liberar atividades de pesquisa de minera...