
10/05/2018
Quatro novos casos de ebola foram registrados em Bikoro, uma cidade da República Democrática do Congo (RDC), epicentro da nova epidemia da febre hemorrágica. O médico Serge Ngalebato, que dirige o hospital geral da localidade, confirmou os diagnósticos à agência France Presse nesta quinta-feira.
Segundo o Ngalebato, entre os contaminados estão dois membros da equipe médica que trabalhavam no atendimento a enfermos e entraram em contato com o vírus. A doença, que deixou 17 mortos até a manhã desta quinta-feira, na nova onda de casos, se limita no momento à região de Bikoro, ao nordeste da capital Kinshasa.
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) Eugene Kabambi informou à "Reuters", nesta quinta-feira, que os primeiros casos de febre hemorrágica foram reportados em dezembro. As primeiras mortes ocorreram em janeiro. As autoridades da RDC confirmaram na terça-feira se tratar de uma nova epidemia de ebola e anunciaram um plano de ação contra a difusão do vírus.
A OMS desbloqueou US$ 1 milhão para frear a propagação da doença até as províncias e países vizinhos, afirmou um representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). O ministro da Saúde da Nigéria, Isaac Adewole, expressou preocupação com os novos e anunciou que todos as pessoas da região passarão por exames ao entrarem no país.
A febre hemorrágica do ebola, que apareceu pela primeira vez em 1976 no então chamado Zaire (hoje RDC), se manifesta por um vírus transmitido a partir do contato físico com os líquidos corporais infectados. O consumo de carne de animais silvestres também pode levar ao contágio.
Antes da confirmação do novo surto, autoridades locais de saúde relataram 21 pacientes que apresentavam sinais de febre hemorrágica em torno da aldeia de Ikoko Impenge, perto da cidade de Bikoro. Dezessete desses depois faleceram.
É a nona vez que o ebola é registrado na nação centro-africana, cujo Rio Ebola, no Leste do país, deu nome ao vírus mortal quando foi descoberto ali na década de 1970, e ocorre menos de um ano após seu último surto, que matou oito pessoas.
Entre 2013 e 2016, uma onda de casos do vírus no oeste da África causou a morte de 11.300 pessoas do total de 29 mil contaminados. A maioria do contágio se deu na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Fonte: O Globo
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