
18/09/2018
Inundações, rajadas de vento, quedas de energia: o furacão Florence já começou a ser sentido na costa leste dos Estados Unidos, sobretudo nas Carolinas do Sul e do Norte. Enquanto isso, do outro lado do planeta, o tufão Mangkhut se move em direção às Filipinas a uma velocidade de até 225 quilômetros por hora. Em entrevista à DW, Tobias Geiger, especialista do Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático, comenta como a mudança climática está aumentando a incidência de eventos extremos no planeta.
DW Brasil: Em 2017, os furacões Harvey, Irma e Maria causaram grandes prejuízos. Somente em Porto Rico, cerca de três mil pessoas foram mortas direta ou indiretamente. Estamos lidando neste ano novamente com uma temporada de furacões particularmente ativa?
Tobias Geiger: Sim. A atividade de uma estação é medida não apenas pelo número de tempestades que realmente atingem a costa, mas também pela quantidade de energia de ciclones tropicais que foi gerada em todo o oceano. Em 2018, já foi produzida mais energia no hemisfério norte do que em todo o ano de 2017.
Ou seja, temos mais atividade, mas neste ano foi deslocada: especialmente o Oceano Pacífico oriental entre México e Havaí tem visto uma atividade muito forte, mas também o Pacífico ocidental no sudeste e no leste da Ásia.
Até poucos dias atrás, o Atlântico estava bem moderado. Para as próximas semanas devem predominar ondulações de ventos mais fortes, por isso ficará bastante tranquilo em relação a furacões assim que a atividade atual diminuir. Mais ainda não se sabe.
O furacão Florence teve uma cobertura midiática incrível nos últimos dias. Mas o Mangkhut é uma tempestade extremamente forte em comparação com o Florence. É interessante observar como o foco pela proximidade geográfica é colocado nos EUA e no Atlântico e, desta forma, perde-se de vista eventos que ocorrem em outra parte do mundo – alguns deles mais dramáticos.
A entrevista completa você lê no G1
Terras raras: por que o Brasil está no centro da disputa global por minerais críticos
15/09/2026
Desmatamento cai 19% no cerrado e sobe 12% na amazônia em agosto
15/09/2026
Amazônia abriga mais de 2,7 mil espécies de peixes
15/09/2026
Temperatura máxima já aumentou mais de 3°C em área preservada da Amazônia
15/09/2026
Raio-X dos tornados no Brasil: com mais de 500 registros, fenômeno é mais frequente e mais intenso no Sul
15/09/2026
‘Vote pelo Clima’ une eleitores ao combate à emergência climática
15/09/2026
