UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
O resíduo industrial que se tornou um dos principais ´assassinos´ das orcas

27/09/2018

Bifenilpoliclorado. Ou, simplesmente, PCB (do inglês polychlorinated biphenyl). Se durante milhões de anos a orca reinou absoluta no topo da cadeia alimentar, não à toa recebendo o apelido de baleia assassina, um resíduo industrial que já deveria ter sido abolido vem ameaçando a sobrevivência da espécie.
Os PCBs, conhecidos no Brasil pelo nome comercial Ascarel, são uma substância que resulta de uma mistura de hidrocarbonetos derivados do petróleo. Por suas propriedades extremamente convenientes - praticamente não entra em combustão, tem estabilidade térmica e química e é resistentes a bases e a ácidos -, o produto acabou sendo muito utilizado na indústria. Foi bastante empregado em fluidos elétricos, lubrificantes hidráulicos, tintas e adesivos.
O grande problema, entretanto, é o descarte desse material. Os PCBs acabam se acumulando, passando de indivíduo para indivíduo ao longo da cadeia alimentar. Ou seja: quem está no topo, por fim, absorve uma quantidade maior da substância química. A decomposição do produto é extremamente lenta.
Funciona assim: as substâncias descartadas chegam ao ambiente marinho e são primeiro assimiladas pelos fitoplanctos, o primeiro elo da cadeia alimentar. Em seguida, os zooplanctos os ingerem - e levam junto doses de PCBs. Peixes menores comem zooplanctos, depois são devorados por peixes maiores, outros maiores ainda, até chegarem às orcas - que, por estarem no fim do elo, acabam acumulando todos os PCBs da série.
Em 2004, na Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes firmou-se um compromisso mundial para que o uso dos PCBs fosse abolido, justamente por conta dos danos ambientes. Noventa nações assinaram o termo, comprometendo-se a eliminar gradualmente os grandes estoques ainda existentes da substância.
No Brasil, o Ascarel não é mais utilizado desde 1981, mas ainda existem equipamentos antigos com o produto. Era uma tendência que vinha desde os anos 1970, em diversos países.
Estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science, entretanto, mostra que a despeito dos esforços das últimas quatro décadas em todo o mundo para erradicar a aplicação industrial desse derivado do petróleo, seus efeitos ainda são sentidos pelo meio ambiente.

Saiba mais no G1

Novidades

‘Vote pelo Clima’ une eleitores ao combate à emergência climática

15/09/2026

Em época de eleição, as pesquisas costumam despertar grande interesse quando o assunto é saber quem ...

Governo Federal demarca 668 mil hectares para conservação

15/09/2026

Boas notícias para a Amazônia: no dia 8 de agosto, o Governo Federal anunciou a criação de quatro no...

Facebook, TikTok e até Shopee: tráfico de animais e plantas ganha escala nas plataformas digitais

15/09/2026

Por trás de um clique pode estar escondido um mercado ilegal de fauna e flora: primatas, aves e plan...

O país que enfrenta a escassez de água com sistemas hídricos abandonados há centenas de anos

15/09/2026

Em 2025, a água do Moosi Rani Sagar — um "baori", ou poço com degraus, na cidade de Alwar, no estado...