
09/10/2018
O céu azul que cobriu a orla do Rio nesta quarta-feira era o convite perfeito para quem pretendia dar um mergulho no mar. Mas quem foi a Copacabana, na altura dos postos 5 e 6, acabou sendo surpreendido por uma maré vermelha, provocada pela proliferação de algas. O tom amarronzado tirou o brilho da água e inibiu alguns banhistas que, na dúvida, preferiram ficar na areia. Mas, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o fenômeno não representa risco à saúde.
Procurado pelo GLOBO, o biólogo Mario Moscatelli analisou as imagens feitas pelo jornal na manhã desta quarta-feira e, de acordo com ele, a aparência é de uma típica explosão demográfica de algas microscópicas, uma situação que normalmente ocorre quando há intensa ação solar e disponibilidade de nutrientes na água
Moscatelli diz que seria mais comum esse fenômeno ocorrer durante o verão, mas, como estamos vivendo uma semana de primavera com temperaturas altas, a natureza acabou se antecipando também:
- Estamos vivendo uma primavera com estilo de verão. As condições climáticas podem gerar esse tipo de evento biológico. A periculosidade dessa situação depende de uma análise por conta dos órgãos ambientais para identificar a espécie do micro-organismo - disse o biólogo, criado em Copacabana, que afirma já ter presenciado dezenas de marés vermelhas na orla do bairro.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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