
16/10/2018
Ao sobrevoar o condado de Datong, é possível avistar pandas gigantes. Um até acena. Eles são feitos de milhares de painéis solares.
Juntos, e somados a outros painéis, eles formam uma fazenda de cem megawatts cobrindo 248 acres. Na verdade, é um parque solar até pequeno para os padrões chineses - mas certamente é patriótico.
A China tem uma capacidade de geração de energia solar como nenhum país no mundo, uma gigantesca soma de 130 gigawatts. Com todos os investimentos que o Brasil vem fazendo no setor, o país ainda não tem capacidade para produzir nem 2 gigawatts (menos de 1% do total).
A China abriga muitas fazendas solares gigantes - incluindo a enorme unidade de Longyanxia, que produz 850 megawatts, no Planalto do Tibete; e a maior fazenda solar do mundo, no deserto de Tengger, com capacidade para produzir 1.500 megawatts.
Esses projetos custaram milhões de dólares - mas será que valeram a pena? E serão suficientes para garantir as metas de energia verde?
A China é o maior produtor de tecnologia solar do mundo, ressalta Yvonne Liu na Bloomberg New Energy Finance, uma empresa de pesquisa de mercado. "O mercado é muito grande", ela afirma. "É como um política industrial para o governo."
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), mais de 60% dos painéis solares são fabricados na China. O governo tem um interesse econômico claro, portanto, em garantir que haja grande demanda para esses equipamentos.
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