
16/10/2018
Pesquisadores de 24 universidades começaram um estudo multidisciplinar para avaliar a extensão dos danos provocados no Rio Doce pelo rompimento da barragem da Samarco. O maior desastre ambiental da história do Brasil completa três anos em novembro.
Os efeitos da lama são objetos do estudo que envolve 500 pesquisadores. Esta é a primeira fase do pejeto e a cada seis meses os resultados serão divulgados.
A coordenação da "Rede Rio Doce Mar" é da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A Renova, fundação criada para reparar os danos do desastre ambiental, repassou R$ 120 milhões para a pesquisa.
O caranguejo é capturado no mangue. Depois, os biólogos retiram partes do corpo do animal e congelam em nitrogênio líquido. Esse material será levado para análises em laboratórios.
"O principal benefício é a liberação da pesca, principalmente, porque se for constatado que o ambiente está limpo, provavelmente os tomadores de decisão aqui do Espírito Santo vão liberar a pesca", disse o pesquisador Márcio Gehis.
No mangue, também tem gente pesquisando o tamanho as árvores e as folhas. "Nós vamos ter também equipamentos que vão fazer o controle da inundação desse manguezal, onde nós podemos compreender até onde essas contaminações podem chegar nas diferentes áreas de manguezal", explicou a oceanógrafa, Mônica Maria.
Dentro do rio, o biólogo arma redes de pesca. Os peixes também serão analisados em laboratório. Pássaros que vivem perto do rio, do mangue e do mar também serão analisados.
Os pesquisadores tiram as penas e sangue e depois soltam as aves. "Aves que comem só peixe, aves que que comem invertebrados, pequenos vertebrados, então esse tipo de amostragem que nós buscamos. Essas amostras que estarão depositadas em coleção e réplicas em acervos científicos vão estar fomentado estudos futuros", falou o biólogo Cristian Joenk.
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