
18/10/2018
A Tesla assinou um acordo com o governo de Xangai para a compra de um terreno de 860 mil metros quadrados para construir sua primeira fábrica no exterior, informou a fabricante de carros elétricos em um post na rede social chinesa nesta quarta-feira.
O acordo representa um passo fundamental para a empresa e seu presidente-executivo Elon Musk levar a fabricação de seus carros à China, um mercado em rápido crescimento, mesmo com as tarifas impostas pelo governo chinês a produtos fabricados nos Estados Unidos, o que faz aumentar os preços de seus modelos importados.
A Tesla assinou em julho um acordo há muito tempo esperado com as autoridades de Xangai para construir sua primeira fábrica fora dos EUA, com capacidade anual de 500 mil carros, o que dobraria o volume de sua fabricação global e ajudaria a reduzir o preço dos veículos da Tesla vendidos no maior mercado automotivo do mundo.
- Garantir este local em Xangai, a primeira megafábrica da Tesla fora dos Estados Unidos, é um marco importante para o que será nosso próximo local de fabricação avançado e sustentável", afirmou Robin Ren, vice-presidente de vendas mundiais da Tesla.
A Tesla não divulgou o preço pago pelo terreno, mas o Departamento de Planejamento e Recursos Territoriais de Xangai informou, nesta quarta-feira, que um terreno de 864.885 metros quadrados foi vendido em um leilão a um preço de US$ 140,51 milhões, o equivalente a 973 milhões de iuans.
A nova fábrica ajudará a Tesla a explorar o segmento na China para os chamados veículos de nova energia (NEVs), uma categoria que compreende carros elétricos movidos à bateria e veículos elétricos híbridos, que registra um rápido crescimento, enquanto o mercado formal de automóveis chinês esfria. As vendas de veículos de nova energia, os NEVs, subiram 54,8% em setembro e , no acumulado dos nove primeiros meses do alto, registraram alta de 81,1%, somando 721 mil veículos, informou a principal associação da indústria automobilística do país na semana passada.
O governo da China, no entanto, está controlando os subsídios para o setor, preocupados com o excesso de capacidade e o "desenvolvimento cego", com muitos dentro da indústria automobilística esperando que um abalo atinja a ampla gama de pequenas start-ups de carros elétricos locais.
Fonte: O Globo
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