
23/10/2018
No trem em direção a um dos últimos locais do Reino Unido que ainda queimam carvão para produzir energia, passo por três fazendas solares. Também passo pela usina de carvão de Eggborough, que parou suas operações. Não há fumaça saindo de suas gigantes torres de resfriamento. Ela será fechada em setembro.
Mas a usina que vou visitar é diferente. Seu nome é Drax, por causa de um vilarejo de mesmo nome, e trata-se da maior usina de energia da Europa Ocidental. Em 2023, seus donos vão parar completamente de queimar carvão. Eles esperam que, em vez disto, a instalação consumirá apenas gás natural e biomassa – no caso, aglomerados de madeira triturados.
A União Europeia tem metas para reduzir a poluição nas próximas décadas e há a previsão de se fechar as usinas de energia a carvão em vários países para cumprir os objetivos. No Reino Unido, o governo planeja interromper a geração de eletricidade por carvão até 2025.
Uma história parecida ocorre em vários lugares no mundo. Muitas nações, incluindo os Estados Unidos, estão se afastando da energia a carvão à medida que outras fontes de energia se tornam mais baratas e as regulações ambientais esfriam o mercado de combustíveis fósseis.
Mas isso deixa uma grande questão: o que fazer com todas as antigas usinas?
No último século, essas unidades tiveram grande importância para o mercado global de energia. As usinas têm conexões caras a redes nacionais – e simplesmente derrubá-las pode não ser a medida mais inteligente. Muitas pessoas, incluindo os administradores da Drax, insistem que há outras saídas.
A dimensão da Drax é imponente. De cada lado das enormes construções que abrigam suas caldeiras e turbinas, estão seis torres de resfriamento. Um vapor branco segue em direção ao céu. No centro da instalação, está uma chaminé de 259 metros. E nos fundos, uma enorme pilha de carvão - o volume do depósito, no entanto, já é menor do que em tempos passados, segundo a equipe da usina.
Leia a matéria em O Globo
‘Vote pelo Clima’ une eleitores ao combate à emergência climática
15/09/2026
Governo Federal demarca 668 mil hectares para conservação
15/09/2026
Moda sustentável brasileira rumo a Milão
15/09/2026
Museu na Hungria terá 14 mil m² de jardins
15/09/2026
Facebook, TikTok e até Shopee: tráfico de animais e plantas ganha escala nas plataformas digitais
15/09/2026
O país que enfrenta a escassez de água com sistemas hídricos abandonados há centenas de anos
15/09/2026
