UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Ocupações irregulares em Área de Proteção Ambiental preocupam moradores do Catete

23/10/2018

O barulho denuncia. Dia e noite moradores da parte de baixo da Rua Tavares Bastos, no Catete , escutam o som de obras pouco visíveis a olho nu. Desde o ano passado, novas casas vêm sendo erguidas no meio da mata da Área de Proteção Ambiental (APA) São José, na altura dos números 203 e 283 da via. Quem vive perto do local reclama não só do desmatamento, mas de problemas causados pelas construções irregulares, como poluição da nascente, esgoto a céu aberto e rolamento de terra, já que se trata de área com histórico de desabamentos.
Há mais de um ano, moradores da vila localizada no número 21 pedem ajuda do município para controlar a situação, mas não obtiveram resposta. Em 2017, entraram com uma representação no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). No início deste ano, a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Ordem Urbanística da Capital instaurou um inquérito civil para apurar a reclamação.
A promotoria tem requisitado à Secretaria municipal de Urbanismo (SMU) e à Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) que seja feita a vistoria no local, realizado o mapeamento de construções irregulares e apresentadas informações sobre a regularização e a demolição de ocupações irregulares, mas a investigação ainda se encontra pendente de informações das secretarias. A última requisição de informações foi feita no início de outubro, mas os órgãos ainda não responderam.
Uma moradora da Rua Tavares Bastos, que não quis se identificar, conta que animais da APA São José, como aves e gambás, têm migrado para a parte mais baixa da via. Ela afirma, ainda, que água e esgoto escorrem da pedreira, causando mau cheiro e risco de doença para quem vive na vila. Ainda segundo ela, as obras irregulares causam rolamento de terra, que, em dias chuvosos, entram em algumas residências.
— É uma APA que deveria ser protegida. A morosidade dos órgãos públicos faz com que novas casas sejam erguidas. E ainda tem o risco de desabamento, já vivenciamos isso em 2010. Antes deveriam ter duas ou três, agora são oito ou nove. Como elas são construídas dentro da mata, não conseguimos ver todas. O que pedimos é que isso seja estancado de alguma forma, e que as casas se liguem à rede de esgoto. Não sou a favor de retirar as pessoas que já moram ali há anos, mas de regularizar a situação e não permitir novas construções — afirma a moradora.
Outra aposentada, que também não quis ter a identidade revelada, complementa:
— A nascente que tem lá em cima virou um grande esgoto que cai aqui. Antigamente, muita gente brincava com a água, tomava banho, era potável. Agora é impossível. Fica um cheiro horrível diariamente. Nós nos preocupamos também com a poluição do solo e da nascente.
O surgimento de construções irregulares no local não é um fenômeno novo. Em 2015, reportagem do GLOBO mostrou como algumas delas vinham ganhando novos andares, despontando, assim, entre a mata. O problema teria começado em 2005, quando as primeiras casas foram construídas.

Leia a matéria em O Globo

Novidades

‘Vote pelo Clima’ une eleitores ao combate à emergência climática

15/09/2026

Em época de eleição, as pesquisas costumam despertar grande interesse quando o assunto é saber quem ...

Governo Federal demarca 668 mil hectares para conservação

15/09/2026

Boas notícias para a Amazônia: no dia 8 de agosto, o Governo Federal anunciou a criação de quatro no...

Facebook, TikTok e até Shopee: tráfico de animais e plantas ganha escala nas plataformas digitais

15/09/2026

Por trás de um clique pode estar escondido um mercado ilegal de fauna e flora: primatas, aves e plan...

O país que enfrenta a escassez de água com sistemas hídricos abandonados há centenas de anos

15/09/2026

Em 2025, a água do Moosi Rani Sagar — um "baori", ou poço com degraus, na cidade de Alwar, no estado...